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Atividade Paranormal 4 (2012)


Parece que sou do contra. Desde o primeiro projeto, Atividade Paranormal me apresentou emoções do gênero "terror" que eu ainda não conhecia. Na quarta parte da trama, quase nada da história das bruxas é desenterrada e a mitologia curiosa pouco se separa da fome comercial do longa. Ao contrário, alguns corpos aguardam para que sejam encontrados e enfim levados para debaixo da terra.

Como de costume, a abertura é um arquivo de vídeo entre Katie e sua irmã Kristi (Sprague Grayden) ao redor de Hunter, o filho roubado e prometido ao demônio num pacto selado por volta dos anos 1930. E depois conhecemos a família de Alice (Kathryn Newton), a adolescentezinha de quarto muito bem decorado. Vive no Skype com seu quase-fuck-buddy Ben (Matt Shively), além de viver com a mãe, o pai e o irmão mais novo, Wyatt.

Tudo fica estranho quando o menino do outro lado da rua, Robbie, todo estranho e instrospectivo, tem de ficar na casa de Alice por alguns dias, já que sua mãe adoece e ele não pode ficar só - e essa mãe é a Katie, a própria possuída que roubou Hunter dos braços da irmã.

Entre experiências bizarras com o sensor de movimento do Kinect, rabiscos satânicos na caixinha de areia do playground e invasões de privacidade que beiram a depravação de uma criança que poderia muito bem ser vítima de abuso sexual (e ele tem cara), Alice e Ben passam a perceber os fenômenos e assim instalam programas de gravação em todos os notebooks da casa, a fim de gravar qualquer manifestação.

O filme não é um bolo de ação. Não tem matança o tempo todo nem pessoas andando pelo teto ou virando a cabeça. A fórmula é a mesma dos anteriores, um pouco mais focada na nossa antecipação aos sustos (foram algumas vezes em que tomei susto sem o filme ter dado nenhum). Em outros momentos, em horas que você menos espera, BANG!, um susto na sua cara. E eles vêm naturalmente, não achei muito forçados.

As revelações da tradição do coven das bruxas, muito bem trabalhadas no terceiro filme (que se passa antes do 1º, do 2º e do 4º, cronologicamente falando) só dá um aperitivo durante a hora e meia que passamos sentados. É apenas no meio e no final que puxamos algo concreto de debaixo do tapete, o que pode e possivelmente irá render mais filmes pra $franquia$.

Não é espetacular (e não supera o 3º, meu preferido) mas supera expectativas. Apesar de ter um interesse mercadológico, não é raso, não é vazio e o enredo consegue confundir e instigar, principalmente nos easter eggs dados em cortes rápidos, onde podemos ver sombras, vultos, silhuetas (ai, Kinect!), símbolos macabros e animais ligados à figura demoníaca tradicional.


É um filme pra ver com amigos (como eu fiz. Só faltou a piranha do Begus!). É uma desculpa pra segurar a coxa da colega pernocuda. Ou só babar num gordinho charmoso, de personalidade perdedoramente sedutora para qual Alice não dá muitas chances (Ben, casa comigo!).

Algumas cenas dos trailers foram cortadas, então esperarei o Blu-Ray extendido, claro. Porém, duvido que quem não goste da série vá curtir, só fica a dica: o final é épico apesar de um pouco forçado. Vale pelos puta sustos seguidos


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