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American Horror Story: Asylum


Sem dúvidas uma das melhores estreias entre as séries de 2012, cara! A continuação do projeto de 12 episódio do ano passado é (sim) uma nova história de terror a ser contada, totalmente do zero, 800 vezes mais sombria, desenfreadamente mais sexy, incontestavelmente mais inteligente e superdotadamente melhor roteirizada. O primeiro episódio dessa 2ª temporada trouxe vidas em experiência, cocô e Adam Levine.

Quem ficou por dentro da planejadíssima campanha viral para promover essa nova temporada soube mais cedo que não seria dependente da anterior, ou seja: cada temporada contaria uma nova história macabra. Na primeira, o ponto de onde todas as histórias saíam era a casa. Dessa vez, o marco-zero de tudo é esse tal hospício assombrado onde o Adam Levine e a namoradinha resolvem invadir para explorar e transar loucamente.

Parece clichê. E se não fosse pelo ótimo trabalho no roteiro e a fotografia de ponta seria mesmo. Pelo menos nos primeiros minutos até, numa brincadeira envolvendo sexo oral e um celular filmando no escuro, alguma coisa se manifestar e acabar com a festa, fazendo ponte entre a história desse casal e todas as outras que se passaram no passado dentro daquele prédio. É legal ver que o local onde eles estão abre imediatamente para uma cena da história do hospício que aconteceu no mesmo aposento, costurando a narrativa.

E falando de buracos, os cortes de cena (de um lugar para outro) e takes (sabe quando troca do rosto de um ator falando para o outro que vai falar? Isso é take) é abrupto, violento, tão insano quanto toda a atmosfera da série: da iluminação a pedaços de gente sendo servidas para “coisas” dentro de um quarto trancado. Essa técnica te deixa tonto, te faz ficar paranoico, se perguntando “o que eu acabei de ver?”. Já assistiu O Exorcista, quando imagens de satã apareciam na sombra, quase imperceptíveis? Esse jeitinho de nos deixar loucos parece funcionar aqui.


E o que podemos falar das atuações? Ah, meus olhos acabaram de encher d’água (tô falando sério). ME MORDO de inveja desses caras, todos ótimos, todos juntos, formando uma frota de incríveis atores com incríveis personagens auxiliados por uma produção preparadíssima, que transforma em real as tais histórias a serem contadas. As personagens são simples espectros humanos aos quais dizemos: cara, essa merda toda poderia estar acontecendo comigo!


Não quero falar demais sobre a trama pra não estragar surpresa (porque tem surpresa pra caralho), mas a historinha do Kit (lembra do Tate? É o mesmo ator) e sua esposa negra, Alma, foi uma maravilhosa tacada. A gente vê uma sociedade sessentista que proíbe o relacionamento entre brancos e negros assim como hoje proíbem o relacionamento oficial entre homossexuais (e é algo que o Ryan Murphy a-do-ra discutir e o faz como ninguém). Vemos uma cena com diálogos dentro do tema e acusamos os 60 de primitivos (mesmo que vivamos numa outra versão da mesma trama nos tempos atuais). Imagina o que alienígenas diriam sobre isso, né?

Sem mais delongas, com uma ótima representação de casal formado por duas mulheres, um cigarro de maconha e compreensão absoluta do que é a vida a dois, independente do gênero sexual, a abertura é um clássico automático do terror e a trilha sonora fode com a sua mente (experimenta assistir a abertura e NÃO TER VONTADE DE OLHAR PARA TRÁS, pra ver se tem alguém esperando pra te assustar).


Esse episódio cumpriu TUDO que foi prometido na campanha de marketing e mais, além de dizer para quem quiser ouvir que essa temporada vai ser sólida e incrível, deixando American Horror Story para sempre no hall da fama das melhores séries televisivas com tema sobrenatural de todos os tempos. Agora vou baixar o episódio dois, porque não consigo pensar em outra coisa.

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