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The Carrie Diaries


Segunda passada (14), estreou nos EUA a série focada na adorada fashionista Carrie Bradshaw quando ainda era adolescente, lá nos anos 80. Eu e o Begus esperávamos por essa série há um bom tempo e tê-la em mãos agora (já disponível pra download, só procurar) comendo Ruffles com ketchup me fez pensar: será que essa será Sex And The City da nossa geração?

Porque Gossip Girl foi um fiasco depois da 1ª temporada. Os livros, como bem comentados, simbolizam uma Sex And The City para adolescentes, mas na TV não foi bem assim. Dá pra perceber nos diálogos que The Carrie Diaries que não é uma série pra menininhas, mas voltada para jovens mulheres, as mesmas que curtiriam a série de qual The Carrie Diaries nasceu, Sex And The City.

Depois de perder a mãe, Carrie se vê com a responsabilidade de tomar conta da irmã mais nova, Dorrit, já que o pai ainda não deixou o luto levar a memória da esposa. Parece parado no tempo, esperando por um milagre, pois não sabe lidar com o crescimento das filhas, principalmente de Dorrit, que fica difícil de lidar, fazendo o que pode pra chamar a atenção de todas as formas erradas (ouvindo o maravilhoso rock da época, se embebedando aos 15 anos e voltando só de manhã). 

Reconhecendo que Carrie é uma adulta no corpo de uma menina, que sabe o que quer (NEW YOOOOORK!), arranja um estágio pra ela em Manhattan, num escritório de advocacia. Ela fica louca, claro, e topa na hora, sonhando com uma cidade mágica, que vai leva-la aos mais belos sonhos que só estavam em sua cabeça até agora. É quando entende que fora de Connecticut, as pessoas podem ser bem hostis. Maldição de cidade grande, né?

Até que, por milagre, descobre uma daquelas lojas de departamento que faz com que você coma todas suas calcinhas só pra ter motivo pra comprar outras novas, a Century 21, onde que, por causa de sua bolsa customizada (linda, por sinal), chama atenção de uma das editora de estilo da Interview Magazine (revista que Carrie ama) e, por milagre, depois de ajudar a mulher num pequeno delito por adrenalina, é convidada para uma noite incrível num restaurante cheio das facetas multi-étnicas de Nova Iorque, os artistas, designers, as pessoas que bebem champagne da garrafa e que tirariam belíssimas fotos de si mesmos se o Instagram existisse (pode chama-los de hipsters, vai)! 

E é aquele mundo que ela quer! É o que toda pessoa limitada por sua cidade busca: chances! Oportunidades pra fazer seu próprio mundo acontecer! Então ela tem de lidar com essas duas realidades: continuar indo ao colégio vivendo com seus melhores amigos (a estudiosa-sem-ser-chata, a safadinha e o gay-que-ainda-não-sabe) e o romance de verão que acabou sendo transferido para a mesma escola, além de enfrentar o grupinho das metidinhas, ou mergulhar de cabeça na liberdade que Manhattan oferece de pernas abertas.


Apesar disso, como disse, não é uma série para menininhas. É séria, faz pensar, tem frases de efeito que buscam carga psicológica/emocional e não é tabu (rola beijo gay já no primeiro episódio). Sem falar na atuação de AnnaSophia Robb (a menininha de Ponte Para Terabítia que eu quis copiar as roupas), que não tem o mesmo nariz que a Sarah Jessica Parker, mas que é Carrie Bradshaw até no jeito de levar a mão ao rosto e apertar os cabelos atrás da nuca quando preocupada.

Moda, músicas dos anos 80, cabelo sem chapinha e toda magia de toneladas de amor por uma cidade cercada de lendas é o que você vai encontrar em The Carrie Diaries. É minha chance de ver se essa, como eu disse, vai ser a Sex And The City da nossa época.
 
Se nunca viu Sex And The City, não se preocupe, a história não é presa.

Ela é só uma garota que decidiu que vai ser quem ela quiser, onde ela quiser. Pra mim é suficiente pra dar o mínimo de atenção, porque adoro essa parada de fazer as coisas acontecerem, não importa de onde você venha.

Sou um clichê, desculpa.

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