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Masturbação: chutando o balde

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Hora de falar sobre sexo e tirar a tarja de tabu dos nossos olhos inocentes. SEXO é parte da vida, tendo vergonha ou não de falar sobre isso! Um dia você vai fazer! Pode ser que seu SEXO seja diferente e não se limite à penetração, por exemplo. Masturbação é saudável, divertida e não precisa ser feito sozinho num quarto escuro. Vamos conversar.

Há alguns anos era só falar de sexo que eu ficava vermelho. Tudo porque sempre fui diferente dos outros nesse aspecto: preferia não fazer. E achei que morreria virgem. O que sempre me distanciou da cópula (ui, chique) foi a penetração. Ainda mais quando você sai com garotos, fica aquele paradigma no ar: ou ele dá, ou ele come. Não tem outra alternativa, produção?.

Só que quando você tá com alguém, vai subindo um negócio, um calor e quando você não consegue expressar com seu corpo (ou seja, transando) você sabe que precisa deixar sair de outra forma. Aí tem gente que prefere sexo oral, tem quem prefira morder até sangrar ou, sobre o que falaremos hoje, ficar só no roça-roça, na masturbação.

Roça-roça é aquele amassadinho gostoso onde você beija, joga na parede, joga na cama, puxa prum beijo de novo, depois beija o pescoço e fica se apertando com a pessoa sem a necessidade de estar peladão ou jogando sinuca, pra não falar outra coisa (olha o tabu). É uma alternativa segura, gostosa e até tântrica onde vocês podem ter vários orgasmos numa só noite (independente de ser um casal hetero ou homo).

Mas pra compartilhar esse tipo de intimidade com alguém, acho muito válido praticar a masturbação solitária, como todo mundo diz, "se descobrir", saber do que você gosta, como você gosta, onde você gosta. Me masturbei pouquíssimas vezes na vida por preconceito que, querendo ou não, me levava a um tipo estúpido de frigidez que nunca entendi direito. Ou seja: eu não tinha tesão. Com nada!

Isso veio mudar quando comecei a compreender que SEXO é parte da nossa natureza e NÃO PRECISA SIGNIFICAR ALGO SUJO, CASUAL OU GROSSEIRO! Sexo pode ser misterioso, conservador (sim!), amoroso e pode ser sujo também! Mesmo que esse sujo seja atuação! O que ele tem que ser por obrigação é gostoso. Para as duas (ou mais, né) pessoas.

A masturbação entra como um "estágio" para o sexo propriamente dito, como conhecemos. É uma prática mais segura do que a penetração e até mais segura que oral, o que quer dizer que você pode compartilhar esse momento com seu love sem ficar na paranoia de pegar uma DST ou engravidar de um boto. E como falei ali em cima, não precisa ser necessariamente por dentro da cuecalcinha, dá pra ficar só no roça-roça.

Fale sobre masturbação com seus filhos, netos, sobrinhos! Fale com seus amigos! Se conhecer não é pecado! Sexo não é pecado (só é pecado se for uma transa ruim)! Se as pessoas passassem a tratar do sexo como algo mais aberto à discussões, menos machista ou influenciado por religiões milênios atrasadas, não teríamos tanta gente transando escondido por vergonha, pegando doenças, guardando doenças (por não saber com quem falar) e engravidando aos montes.

Teríamos mais meninas indo ao ginecologista e, principalmente, mais homens se consultando com urologistas (é o médico do piruzinho, sabia que esse é o nome?). Se masturbar é se amar um pouquinho mais, é trabalhar com sua imaginação e seu corpo ao mesmo tempo! Inclusive para grávidas, pode ser uma experimentação incrível! 

Se hoje os jovens são vítimas da "sexualização" pela mídia, não é porque o sexo é ruim, mas porque ele é imposto como algo feio e proibido. E a gente sabe que tudo que é proibido é mais gostoso. Se fosse mais conversado, aposto que a sexualidade seria menos superestimada e mais "comum". E quando falo em comum, não digo que o mundo vai virar um puteiro, muito pelo contrário. As pessoas estarão mais preparadas para escolherem o próprio momento pra transar.

Masturbação não deve ser tratada como tortura ou vergonha, mas sim como aprendizado (meninas, abram os olhos) e/ou o fósforo que vai fazer explodir a boca da botija na hora do bem-bão.

Bang.

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