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Por que não deveriam pedir beijo na boca?

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Sempre deixo bem claro, principalmente pras pessoas que estou paquerando, que beijo na boca NÃO SE PEDE! Por opinião própria, acho que o beijo é uma forma de carinho que tem momento pra acontecer e, quando é pra rolar, é que nem um raio, vai rolar. Essa parada de “posso te beijar” ou “quer ficar comigo” pra mim não funciona nem é bonito.

Claro que tô falando de uma construção de relacionamento, não de alguém que você vai pegar na noite sem mesmo saber o nome. O primeiro beijo, pra mim, é o grande teste de química. Porque não tem essa de “beija bem, beija mal”. Existe o momento em que você entende o ritmo do outro, o seu ritmo com o outro e como o carinho de vocês vai se adaptar um com o outro, o que não tem tempo de acontecer quando se beija um estranho, que já vem com um modelo de beijo pronto. E todo babado.

Porque fica feio deixar óbvio. Perde a naturalidade da coisa. É meio romântico, meio filmezinho, mas acredito que quando duas pessoas querem, não precisa dessa coisa de perguntar, de ir na ansiedade. Deixe as borboletas se sacudirem loucas no teu estômago! Deixe a vontade ficar tão dolorida que os sinais vão começar a aparecer!

Eles vêm com olhares de “por favor, me beija agora” que são clássicos no meio-fio do cinema. Vocês estão sentados, forçando contato corporal com movimentos um pouco estúpidos como acertar teu ombro no da pessoa ou dar soquinhos no peito, mas há quem só dê as mãos. O olhar muda quando vocês se desafiam, se comunicam. Dá pra ver na pupila, na expressão do rosto, que o beijo tá chegando.

É só deixar chegar.


Se não rolar o momento durante todo o encontro, é porque tá cedo. Pelo menos é minha opinião. Como falei, beijar é de uma intimidade absurda! Com meu romance de primavera, não perguntei se podia beijá-lo. Foi de surpresa. Deu pra sentir a surpresa dele se transformando naquele sorriso gostoso quando as bocas estão grudadas, sabe? Sorrir durante o beijo.

Acho legal essa parada de não ter de perguntar as coisas, de sentir, ter a confirmação num gesto de que o outro sente o mesmo e, bang, fazer! Sem insegurança, sem medo de pisar em falso. Sou dessas pessoas que gosta das coisas certinhas. O que tem dentro da minha cabeça precisa, na maior parte das vezes, acontecer do jeito que espero.


E espero esse dramance digno de Oscar (sem a participação da Jennifer Lawrence, senão ela vai cair em cima de mim) onde eu e meu parceiro nos sentiremos tão à vontade e tão inteiros que as palavras só seriam violentas com nosso silêncio de plenitude.

Pratique o “deixe rolar” e trave o “vamos deixar rolar?”, sem pressa. Deixe o óbvio ser óbvio sem apontar na cara do bicho. Deixe-se confiar mais.

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