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Sex and the City


The O.C. ajudou a formar o Enrique que hoje faz terapia com as seis temporadas e dois filmes de Sex and the City, que tem poucos e curtos episódios por temporada, cheios de significados, diálogos sobre cotidiano das relações que todo mundo está sujeito e faz com que você queira morar sozinho logo, encontrando os melhores amigos pra almoçar quase todos (todos) os dias.

Insisto em dizer que Sex and the City é a minha melhor terapia. Nenhuma série que já assisti fez com que eu aprendesse ou refletisse diretamente na prática de lidar com outras pessoas. Iniciada a primeira temporada em 1998 (com 12 episódios com menos de 30 minutos), Carrie Bradshaw narra os romances, lições e a vida em Manhattan na coluna “Sex and the City” (“Sexo e a Cidade”) que escreve num jornal em Nova Iorque.


Das quatro mulheres que estrelam a série, Carrie é com quem mais me identifico: escritora, péssimo histórico de relacionamentos amaldiçoados e pronta pra qualquer nova experiência que sirva como aprendizado ou inspiração para o que produz, seja na coluna ou na vida. Ela é o meio-termo de todas as outras, tendo em si um pouquinho de cada uma das amigas.

Muito bem resolvida, independente, louca por sexo e ótimo modelo da mulher ousada é Samantha. Trabalha com relações publicas, nem pensa em casamento e tem as melhores piadas da série: todas envolvem trocadilhos com sexo. A risada dessa mulher é fenomenal. Com ela, aprendi a apreciar o sexo menos como um paciente sob cirurgia e mais como um jogo, uma forma de lazer que pode misturar ou não sentimentos mais sutis.


Oposta à Samantha é Charlotte, toda doce, romântica, toda educadinha, evita falar palavrões, odeia grosseria e acredita no casamento, que o cara certo vai aparecer pra ela de qualquer jeito. Interpretada de forma excepcional, é carismática com o jeito fofo sem entrar no arquétipo da santa: adora sexo, claro. É dona de uma galeria de arte.


Miranda é a última das amigas, advogada muito bem sucedida, obrigado. Depois de tantos fiascos com os homens, passou a desacreditar neles, guardando em si e nas amigas todo o poder que precisa pra ser a guerreira independente por fora e frágil por dentro, negando esse lado até pra ela mesma. Com Miranda, aprendi que pessoas pessimistas e difíceis de lidar geralmente sofreram muito nas mãos dos outros e que não posso me tornar esse tipo de cara.


Os temas são os mais comuns do mundo, mesmo pra quem não mora em Mahattan e sim num bairrozinho de merda no Rio de Janeiro. Claro que a maturidade da série, inclusive no nível dos trocadilhos, é mais concentrado para mulheres adultas, que realmente vivem com questões sobre quando parar de fumar, como se relacionar com homens divorciados e a compra de um novo apartamento.

Só que recomendo totalmente pra jovens adultos na faixa dos 20, pela carga cômica (é uma série de comédia), pela discussão do tabu e preparação pro que está por vir na vida adulta. Pra mim, também inspira, dá vontade de construir uma carreira, viver outros relacionamentos, poder falar sobre sexo abertamente, tudo acompanhado de um bom drink, preferencialmente o famosíssimo Cosmopolitan.


Dá pra achar a série completa em DVD ou baixá-la na internet. Recomendo a compra porque o preço tá baixo, são só 6 temporadas (como tem poucos episódios, o preço fica entre R$ 20,00 e R$ 30,00 cada) e ainda vendem boxes de luxo com a série completa (entre R$ 90,00 e R$ 120,00).

Se você ama cultura pop, moda, tem vontade de ser independente, adora as surpresas do cotidiano, sente falta dos anos 90 e adora falar de relacionamentos, SATC é a série certa. Junto com The O.C., ocupa o primeiro lugar no meu ranking favoritas: enquanto uma me acompanhou quando pré-adolescente, a outra me acompanha como (eterno) jovem no caminho da adultice.

Pra quem não sabe crescer, recomendo esse vídeo:


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