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Esperando um unicórnio ou a "pessoa certa"?

unicornio

Será que é tão errado esperar alguém que satisfaça (quase) todas nossas expectativas? Tem tanta gente pra conhecer por aí! Dispenso por ser mais baixo, pouco mais gordo, ser malhado demais, por não ser bonito o suficiente ou por ser incrível demais. Será que estou errado por querer o que acho que mereço? Ou pior, será que vou morrer sozinho se continuar querendo?

Meu recente vício por Sex and the City fez com que minhas pernas tremessem e meu estômago embrulhasse no episódio em que Carrie diz que uma das maiores vantagens de morar na cidade grande é o enorme leque de pessoas pra conhecer. E já que tem tanta gente, por que não teria aquela que moldamos em gesso? Têm duas respostas pra isso: utopia ou simples azar.

No caso do azar, má sorte, macumba ou como queira chamar, admitimos que é possível encontrar a cara metade numa noite na boate ou numa passada na Starbucks do Barra Shopping. Falando da minha cidade (e de homem), é possível encontrá-lo no ponto de ônibus toda manhã.

Na utopia a gente dá de cara com um poste de ferro frio: tá imaginando demais! Essa pessoa idealizada é tão perfeitinha, tão incrível, que fica estatisticamente impossível encontrá-la nessa vida, nesse planeta, nessa dimensão. Por quê? Porque mesmo que encontre aquele alguém que chegue perto do que imaginou, ele nunca será bonito, esperto, estável ou independente o suficiente.

Tudo porque seu modelo de comparação será uma pessoa sem falhas, idealizada dentro de um mundo impecável, num relacionamento perfeito. Pode esbarrar com a beleza, inteligência e riqueza na sua esquina (não é meu caso, onde só tem gente feia, burra por associação e pobre) e começar alguma coisa. O problema é que o relacionamento não vai ser igual ao que você sonhou.

Afinal, nos devaneios antes de dormir, o(a) namorado(a) nunca solta pum na sua frente, não faz cocô, não deixa pentelho no sabonete ou não vai querer assistir ao documentário de 16 horas sobre focas dinamarquesas viciadas em heroína e chopp de vinho.

Você acaba achando um jeito de se sabotar.


Acho que ter um ideal de parceiro para não aceitar qualquer coisa que aparecer primeiro muito saudável pra saúde emocional quando não se transforma num objeto de martírio, onde vai passar relacionamento após relacionamento se perguntando qual a porra do problema de ninguém ser, tão basicamente, perfeito.

E aí acaba assistindo todas as seis temporadas e dois filmes de Sex and the City como terapia consumi-amorosa de fácil acesso (no quarto) e gratuita (tem pra baixar, né?).

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