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Poliamor: amando mais de uma pessoa

poliamor

Diferente da poligamia (casamento com mais de um parceiro), poliamor consiste em permitir amar alguém e deixar que esse alguém ame outra pessoa, que vai amar outra pessoa, e assim em diante. Dá pra confundir com putaria, mas aqui falamos de relacionamentos sérios, que se parecem com relacionamento aberto, se diferenciando apenas pelo fato de que há compromisso, mesmo que seja ao "amor".

Antes que me taquem pedras, preciso dizer que o ideal de amor "rosa", romântico, é apenas uma ideia. Ela vem caindo por terra nessa geração onde vemos casais monógamos se traindo aos montes. Isso acontece porque, diferente da ideia praticada do relacionamento, o corpo pede mais, geralmente relações apenas sexuais de uma noite, mas que reverberam no relacionamento para o resto dos anos.

O poliamor atende esse lado, essa ideia de que você pode amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo e manter o respeito por elas. Sendo assim, muitos mantém a pessoa principal e uma ou duas pra complementar. Não é sexo grupal, mas todos estão cientes dos outros. Todos se aceitam. A questão que fica na cabeça é: onde encontrar gente disposta a isso?

Porque mesmo que a sociedade caminhe para fast-fodas, traições hipócritas e relacionamentos abertos, uma liberdade maior para atender chamados mais "biológicos", desenvolvemos também a possessividade, a ideia de que pessoas pertencem a nós no momento em que "tomam" nosso tempo. Tanto que existem casos em que o amor não está presente, mas a possessividade transforma o parceiro numa propriedade difícil de abrir mão.

Mais do que isso, temos o tabu do casamento, da própria monogamia. Assombração que gera culpa, que faz parecer que amar mais de uma pessoa é errado, autodestrutivo e perigoso. E aí vem o ciúme que não deveria existir no poliamor, a vontade de tacar o vaso sanitário na cabeça do namorado toda vez que ele cita a outra pessoa. Ou outras, né?

Por que trouxe esse assunto pro DDPP hoje? Pra pensar. Ainda me considero muito imaturo afetivamente pra ter um tipo de relacionamento desse, mas admito que às vezes me pego pensando se não seria menos complicado do que capturar a monogamia convencional. Quando estamos apaixonados, e você sabe disso, ficamos saciados só com aquela pessoa por qual desenvolvemos esse fogo. No poliamor, temos relacionamentos intensos, de longa data, que se completam entre si, de onde nascem famílias.

Lembrando que sexo sempre está na jogada, mas não é o protagonista nesse tema. Como disse, não é putaria. Não é desculpa pra transar com todo mundo. É uma forma de se completar com essências de pessoas de aparências, personalidades, rotinas e jeitos diferentes, onde todos se respeitam e entendem que possuem seu espaço pra preencher dentro do cotidiano do amado.


Mano, para e pensa: tá tão difícil achar uma pessoa pra amar, quanto mais outras? E mesmo assim, quando tô com alguém, só tenho olhos pra pessoa. O que posso fazer? Sou romântico indisponível emocionalmente, danificado pelo vírus da sociedade promíscua (não comparar com poliamorosa, por favor) e deixado pra apodrecer num quarto escuro, escrevendo num site estranho (oi). 

Tô fadado a ter uma relação poliamorosa com minha mão e ouvidos. Tô falando da literatura e da música, tá? Mente poluída... Ah, e dentro do assunto, você podia assistir o vídeo que saiu quarta-feira no meu canal Sem H do Youtube. Falei sobre erros e lições. É curtinho, olha só:



Três ótimos filmes e uma série que tratam do assunto (mesmo que nem todos tenham um bom final):




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