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Homem de Ferro 3 (2013)


Não sabia o que esperar desse terceiro filme. O primeiro conseguiu ser incrível, estiloso. O segundo conseguiu ser mais bonito e engraçado, principalmente com a técnica de diálogos sobrepostos (onde todo mundo fala ao mesmo tempo, meio que no improviso, bem natural) mas perdeu pontos no roteiro. Aqui o estilo se perde um pouco, mas o diálogos ganham. E a computação gráfica arrebenta.

Assisti em 3D, apesar de não ter percebido muito do efeito no filme. Não chegou a ser um desperdício de dinheiro pela qualidade de exibição na sala 02 do UCI New York City Center, na Barra da Tijuca. Mas falando do filme em si, o que comentei sobre a perda de estilo é relacionado ao que movimentou bastante esse super-herói nos primeiros filmes e que tinha tudo a ver: a trilha sonora. 


O rock perdeu espaço para melodias mais estruturadas, orquestradas, menos selvagens mesmo em momento memoráveis que clamavam por um pouco de AC/DC. No quesito das personagens, nem tenho como elogiar mais o carisma do elenco, que brinca, diverte e se mantém fiel à proposta inicial. Até mesmo novos integrantes, como o molequinho que ajuda Tony Stark pós-atentado, é interpretado por um ator mirim de talento e simpatia ímpares. E sabemos que até um roteiro meia-boca pode ser salvo com o elenco certo.


Se não bastasse, vem esse jeito de fazer com que as personagens dialoguem como se estivessem conversando na nossa sala, de verdade. Atropelam as frases uns dos outros, parecem improvisar linhas e reagem instantaneamente às mudanças. Isso é tão simples e tão cômico que funciona mais do que bem! É diferente do padrão num estilo Homem de Ferro que só Homem de Ferro tem! Pra somar, temos uma fotografia muito boa, de ótimos filtros e nitidez.


Falando em nitidez, o que são os efeitos especiais? Fica quase fácil tocar as diversas armaduras de Tony, quase possível pisar no porto, pular em contâiners! A construção bi e tridimensionais foram deixadas em ótimas mãos, assim como a animação das armaduras e cenários. O alto orçamento foi aplicado magistralmente. 


Agora, o roteiro é meio bobo, né? Não dá pra esperar muito de um blockbuster desse, feito pra levar a massa ao cinema. É o normal de uma continuação: herói com problemas emocionais e no relacionamento (tadinha da Gwyneth Paltrow) + novo inimigo (Mandarim) + fantasmas do passado + fode tudo + aê, venci. Inteligência foi inserir no contexto um pouco do que é a teoria da conspiração, onde quase nada que o governo ou a mídia te mostram é real, 100% verídico, que somos manipulados o tempo todo numa guerra fria.


O filme é um degrau acima do que considero "bom", valendo cada mês de espera desde o segundo. É um investimento fiel ao que é a personagem dos quadrinhos e como foi adaptado para ser entendido por quem é totalmente leigo. O que me deixa triste, pois a DC/Warner não consegue fazer o mesmo com nenhum filme baseado em heróis (além do Batman do Nolan). 


Com cenas adicionais após os créditos e com a certeza de um 4º filme, teremos no mínimo uma boa década antes que decidam mexer ou refazer a franquia Homem de Ferro, que entrelaçada com a história dos Vingadores e seus outros heróis, se tornou uma relíquia singular no cinema numa teia de filmes que interagem entre si, emprestando personagens e partes da trama. Sua perfeição só não é maior por limitação cerebral de público.

Por isso, assista Os Vingadores antes de ir ao cinema pra entender o porquê dos probleminhas psicológicos do Tony. E pra saber quem é o carinha na cena pós-créditos. Você vai rir, te garanto.



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