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4 filmes que nunca canso de assistir

amizade+colorida+jovens+adultos

Tenho poucos filmes realmente favoritos, daqueles que nunca paro de ver não importa quanto tempo passe. Falei de dois deles no especial Ressaca de Halloween 2012 (Jovens Bruxas e Os Garotos Perdidos) e de outro aqui (De Repente, Califórnia), então hoje vou falar do que nos sobrou: Jovens Adultos, Amizade Colorida, A Origem e Donnie Darko. E essa é só a primeira parte...

1. JOVENS ADULTOS (Young Adult), 2011

Diablo Cody é minha roteirista favorita, sabe? Foi em Juno que ela me pegou, na época que assistir ao filme umas quatro vezes por semana era rotina. Quando veio Garota Infernal, detonado pela crítica, achei um jeito muito "Diablo" de falar do sobrenatural e brincar com os arquétipos das meninas. Quando soube que Jovens Adultos sairia, esperei um tempão e não me decepcionei.


Charlize Theron (que se tornou uma de minhas atrizes preferidas aqui) interpreta Mavis Gary, ghost-writer ranzinza, depressiva e alcoólatra que apesar de ter envelhecido, não perdeu os traços da popular líder de torcida que era na juventude. Por escrever romances para adolescentes, ainda usa gírias e trejeitos de uma garota metida de dezesseis anos. 

Quando recebe um e-mail para a cerimônia de batismo do filho do namorado do ensino médio, Buddy Slade (Patrick Wilson), encontra a chance perfeita pra voltar para a cidadezinha tosca que deixou no passado para resgatá-lo por acreditar que ele vive uma vida que não gosta, já que bebês são entediantes e casamentos podem não dar certo (como o dela).


O filme parece meio arrastado no começo mas é genial! Os milhões de litros de Coca-Cola, as manias de escritores e como pessoas podem realmente não ser mais adultas por serem adultas. É o melhor roteiro da Diablo e um dos melhores lançamentos de 2011.



2. AMIZADE COLORIDA (Friends With Benefits), 2011

Outro lançamento do caralho é esse! Comédias românticas não fazem meu estilo, acho escrotas demais. Só que Amizade Colorida é uma comédia romântica que faz piada com o próprio gênero e brinca com ele mesmo! Sem falar que o casal principal é Mila Kunis e ninguém menos que Justin Timberlake, né?


Dylan Harper é tentado a comparecer a uma entrevista de emprego para a GQ Magazine em Nova Iorque por Jamie (Mila), uma caça-talentos de personalidade muito singular (o tipo de pessoa que você adora só de trocar duas palavras). Ele acaba aceitando o emprego e se vê sozinho na nova cidade, o que o torna muito amigo de Jamie

Numa noite de tédio, depois de algumas cervejas, ele propõe que transem sem comprometer a amizade, só pra matar vontade mesmo. No fim das contas, ela acha uma boa ideia e a brincadeira vai acontecendo sem problema algum por um booom tempo, como se a amizade não pudesse ser afetada por nada, nem mesmo a falta de depilação.


É muito divertido e inteligente porque mostra que o sexo pode ser menos íntimo que um beijo, por exemplo, já que beijos precisam de muito mais sensibilidade do que enfiar mangueiras em jardins alheios. E os dois têm uma química que vou te falar: diálogos leves, quase que improvisados, naturais, corpos bonitos... Atenção para a atriz que faz a mãe de Jamie, Patricia Clarkson (falei dela em A Mentira), que é uma figurona! Filme imperdível!



3. A ORIGEM (Inception), 2010

Dirigido por Christopher Nolan — o mesmo cara que revitalizou a trilogia Batman moderna — é de se esperar material de extremo bom gosto e conteúdo. Inception é um dos filmes de ficção-científica mais incríveis que assisti durante meus 20 anos de vida e até hoje não sai do replay.


Dom Cobb, interpretado pelo cada vez melhor Leonardo DiCaprio, é foragido da polícia internacional por ser o melhor ladrão de segredos da mente das pessoas. Isso mesmo, o cara rouba segredos dos outros usando alguns aparelhos e algumas drogas que faz com que ele compartilhe os sonhos das vítimas num complexo sistema de construção mental. 

Por ser foragido, não pode entrar em contato com a única família que lhe restou depois de perder a esposa, seus dois filhos. Sabendo disso, um tipo de trabalho considerado impossível de ser feito lhe é oferecido: implantar uma ideia na cabeça de alguém. Até então, Cobb apenas roubava, mas já que pode ser sua chance de voltar pra casa, aceita o trabalho com uma puta equipe que inclui até Ellen Page.


Assim um dos roteiros mais maravilhosos da ficção-científica ganha vida. Parece confuso, mas dá pra entender tudinho. E o final... ai, Cristo! Que final! Se você já assistiu mas não entendeu nada, esse link aqui vai explicar. Se você ainda NÃO assistiu, não clique na porra do link! Vai estragar tudo!



4. DONNIE DARKO (Donnie Darko), 2001

Jake Gyllenhaal interpreta uma das personagens que mais gosto: Donnie Darko, garoto caracterizado como esquizofrênico que é salvo pela presença de um coelho monstruoso, que o acorda de madrugada pouco antes da turbina de um avião esmagar seu quarto. Como se não fosse suficiente uma coisa daquelas, o coelho lhe diz que o mundo vai acabar e dá data com hora pra isso.


Procurando respostas para o que está acontecendo, entra numa jornada de questionamentos sobre a realidade, relacionamentos, ideologias, tempo, espaço, vida e morte. É uma ficção-científica também muito inteligente, de trilha sonora melancólica e proposta diferente. O roteiro é um daqueles círculos, que dá uma volta enorme e termina com uma resposta óbvia, mas muito criativa, muito esperta.

Me lembro de passar diversas tardes na cama, depois de jogar Sonic, assistindo a esse filme e cantando Mad World. Teve continuação, mas nem assisti. Quem viu, fala mal. Não é pra menos. Filmes geniais como esse não podem ter continuações! São pérolas, precisam ser únicos, mantidos com esmero. 



E esses foram meus 4 queridinhos nessa sexta! Numa outra qualquer trarei mais 4 e assim em diante, até terminar minha listinha amada que cresce devagar. Baixe agora ou corra pra comprar!

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