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Agora e Sempre (1995)


Sabe aquelas aventuras de verão que você sempre quis viver com seus melhores amigos no melhor estilo Goonies, só que menos viajado? Sessões espíritas no cemitério, correr de bicicleta na chuva pra fugir d'um maluco, ter um lugar secreto ou nadar num lago deserto de qualquer lugar? Desejos que não desaparecem nem com o passar dos anos? Now and Then é sobre isso.

Porque a gente cresce e muda. Quando somos pequenos, promessas são fáceis de fazer e sempre tão fáceis de cumprir... temos menos medo de compromissos, menos medo do amanhã, daquilo que ainda não existe. Nos tornamos adultos, pegamos uma calculadora e tentamos planejar cada segundo do que ainda nem aconteceu. Calamos a intuição e, pior, nosso coração. 

Quatro amigas fizeram um pacto quando mais novas, quando moravam no mesmo bairro, de sempre poderem contar umas com as outras quando as coisas ficassem feias. Elas crescem, mudam de cidades, suas profissões a levam por novos caminhos e seus passados até as privam de retomar caminhos que já percorreram. Quando uma delas está a ponto de ter bebê, uma reunião de emergência é acionada, mais de duas décadas depois. 

Juntas naquele mesmo bairro que as apresentou, formou e testou seus laços, relembram da infância e suas melhores jornadas, com direito a suposta comunicação com o espírito de um menino cuja morte é um mistério, um velho insano que caminha no cemitério apenas à noite, o veterano de guerra que lhes oferece o primeiro cigarro ou as brigas entre meninos e meninas, como gangues, que fulmina nas primeiras descobertas românticas.

Agora e Sempre é de uma sensibilidade tão graciosa quando fala de amizades! Sabe aquela coisa de sentir saudade de algo que você nem sabe se realmente viveu? Lateja, faz sorrir, faz querer chorar, tudo ao mesmo tempo. Cadê nossos amigos do colégio? Cadê nossas promessas de eternidade? Não dissemos que seríamos diferentes de nossos pais, que quebraríamos as regras do tempo e viveríamos apoiados uns nos outros para sempre? 

Crescer te torna cético. Cético da bondade e inocência dentro dos outros e da gente. Damos um passo de cada vez com cuidado pra não derrubar a faca que trazemos escondida nas costas porque estamos esperando que qualquer pessoa nos ataque, até quem não esperamos. A gente prefere acreditar na frieza da "realidade" porque é mais fácil viver assim, se acostumar.

É mais fácil mesmo? Não seria melhor se pudéssemos confiar de novo, amar de novo? Se pudéssemos rir das mancadas, se pudéssemos nos levar menos a sério? Claro que as responsabilidades sempre virão, nunca canso de repetir, pois até mesmo as meninas no filme possuem as suas, tanto umas com as outras quanto com seus pais, seus irmãos, seus vizinhos e desconhecidos. 

E idade realmente define sua maturidade? Será que nossos pais serão sempre a voz da razão? Será que eles sabem de tudo e a gente não sabe de nada? Bem-vindo ao Agora e Sempre. Dê as boas vindas a um filme obrigatório para todo Discípulo de Peter Pan!

TRAILER SEM LEGENDA (INFELIZMENTE):




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