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Fotografia analógica e motos


Olho para motocicletas e vejo sinônimos de liberdade: estrada, clipes da Lana Del Rey, um príncipe lindão pilotando, Uma Thurman de amarelo e eu na garupa, os cabelos loiros balançando no vento frio que me obrigariam a usar óculos de proteção. Não falo dessas motos de mototáxis da vida, não! Eu falo de motos de gente grande, gente apaixonada por estilo. Baba comigo!

Os aspectos desérticos também se associam automaticamente ao ronco do motor que escuto quando penso em motos. É como tomar a atitude de largar emprego, família, responsabilidades pra começar tudo de novo com só mais uma pessoa, no meio de lugar nenhum.




Sensação de chegar na cidade do interior como um estranho, mais pesado que um elefante por causa das sobreposições de jaquetas de couro (sintético) preto e botas de combate. Talvez uma ou duas cicatrizes no rosto pra dar um ar mais bad boy. E meu homem comigo.




Ou noites sem dormir, parando em clareiras para praticar gouinage com o tal alguém especial, observando as estrelas sem roupas, esquentando um ao outro na nudez de espírito e corpo. Antes que o Sol nascesse, como bons vampiros do asfalto, pararíamos na primeira loja de conveniência pra pegar pizza fria e dormiríamos num motel cheio de pulgas, cercados pelas garrafas de cerveja preta que sorvemos em segundos.





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