The O.C.

The O.C.
The O.C. me apresentou bandas que carrego hoje nos fones, definiu padrões de amizade, fez amar o bairro onde moro e me fez invejar qualquer celebração em família — que nunca tenho. A série fez tanto sucesso que a primeira temporada teve 27 episódios, mas acabou triste, com final apressado em 16 episódios. Mesmo assim, o estilo marcou e vale a pena conhecer.

Períodos de fogo no cu

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Pegue seu terço, vista sua camisa social, molhe os seus pés na água com gelo, se ajoelhe no milho: vai lutar pra controlar, mas eventualmente a piranha dentro de você vai querer sair quando entrar no Ciclo do Fogo no Cu, aquela época em que dá vontade de beijar todo mundo e tirar a roupa pra qualquer coisa. Tipo, qualquer coisa. Por quê?

Como se amar mais, 2: Autodepreciação e comparações

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Na introdução ao guia COMO SE AMAR MAIS falei sobre quando nos comparamos injustamente e nos odiamos por isso. Não tô dizendo pra virar hippie e cagar pra própria imagem, apenas pra tentar mudar seu comparativo: quero ser galã da Malhação pra encher meu ego superficialmente ou quero me sentir muito bem a ponto de não esquentar com a opinião dos outros manés?

8tracks - Playlists Temáticas Online

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É um dos melhores sites de música que tive a chance de conhecer. Toda sexta eu posto no DDPP uma trilha sonora temática, tipo uma pra ficar chapado, outra pra beber na rua de madrugada, pra fazer compras e tal. Lá no 8tracks tem a mesma mecânica, mas tudo é dentro da lei e qualquer pessoa pode postar sua própria playlist. Vem conhecer.

Playlist Social Vampiros & Psicopatas


Ontem (25) te ajudei a organizar e montar uma social pequena com temática "vampiros e psicopatas", inspirada nas série Dexter e True Blood. O que seria da social sem música temática, né? Pra colocar os amigos no clima na primeira hora da festa, essa playlist pra vampiros e assassino em busca de diversão. Depois pode tocar tudo. Ouça de graça e online no 8tracks!

1. Fresh Blood — EELS
2. Bleed 2 Feed — CC ADCOCK & LAFAYETTE MARQUIS
3. Padre Nuestro — PADRE NUESTRO
4. Dance Little Liar — ARCTIC MONKEYS
5. Baptism — CRYSTAL CASTLES
6. Yung Rapunxel — AZEALIA BANKS
7. Moonlight — DIGITALISM
8. Evil — HADOUKEN!
9. Sun Goes Down — ICONA POP
10. Dust to Dust — CHROMATICS
11. Nightmusic (ft. Majical Cloudz) — GRIMES
12. I Hear Voices — KASABIAN
13. Nail In My Coffin — THE KILLS
14. Bad Things — JACE EVERETT




Festa vampiros e psicopatas

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Social temática!

O que é Majestic Casual + 5 preferidas

o+que+e+majestic+casual

Quando era mais novo, sentia que certas músicas eletrônicas conseguiam parecer mais "ricas" que outras. Não falando de instrumentos, técnicas ou algo assim, mas de como algumas conseguiam fazer com que me sentisse (literalmente) rico, sentado num iate ou no lounge de uma festa VIP. Diferente da música eletrônica de massa — que é muito "toma-que-toma" — Majestic Casual é hype e extraordinário.

Desprezar quem te desprezou

desprezar

Depois do chute dolorido nas bochechas da bunda, depois que pedimos pra pessoa ficar, nos humilhamos e choramos como cabras na frente dos colegas e estranhos nos ônibus (com a cara colada na janela por poças de catarro e música deprê tocando), somos tomados por um só desejo: que quem nos rejeitou peça pra voltar, só pra podermos dizer "valeu, tô em outra".

Empatia

Leia mais autoajuda

Toda vez que xingam um motorista de ônibus que não parou, penso em como empatia se tornou obsoleta pras pessoas. Empatia, se não sabe o que é (ou não sabia que tinha nome) é a capacidade de se colocar no lugar dos outros. Não é um superpoder, é raciocínio: "se estivesse no lugar dele, gostaria de ser tratado dessa forma?"

Solteiro Sim, Sozinho Também


Por um mundo com solteiros mais felizes! Apesar das dicas que dei pra quem quer arranjar namorado, se acha que precisa de um, está sentindo falta de alguma coisa pra ocupar a mente. Por isso minha recomendação é lavar uma louça suja e colocar uma trilha pra isso. Depois, quando entender que não precisa correr na maratona dos relacionamentos, ouça essa playlist.

1 Keep Your Head — THE TING TINGS
2 I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You — BLACK KIDS
3 Middle Finger — COBRA STARSHIP
4 I'm Not Your Boyfriend Baby — 3OH!3
5 Girlfriend — AVRIL LAVIGNE
6 Pavlove — FALL OUT BOY
7 Bye Bye Love — BACKSTREET BOYS
8 Alone — XXYYXX
9 Something Good Can Work — TWO DOOR CINEMA CLUB
10 Lonely Hearts Club — MARINA & THE DIAMONDS
11 I Need Some Fine Wine And You, You Need To Be Nicer — THE CARDIGANS
12 Lonely Day — SYSTEM OF A DOWN
13 Old Yellow Bricks — ARCTIC MONKEYS
14 Feeling Better — THE TEENAGERS 




Roqueiros em Fotografias Analógicas


Dia do rock foi sábado, bebê, mas a galeria de fotos inspiradoras só aparece nas quintas! Dessa vez, câmeras analógicas capturam as roupas, shows e comportamento das tribos de "roqueiros", com suas mil derivações e falta de encaixe. O comum a todas é essa inspiração anárquica, com o foda-se ligado o tempo todo buscando nada além de um bom momento. Isso é rock!

Algumas imagens possuem o link da fonte nelas, então é só clicar. As que encontrei perdidas não possuem fonte alguma, então se você for proprietário de alguma delas e quiser inserir a fonte (ou removê-la do site), só comunicar pelo Facebook. 

Punk rock.

Tetinhas.

Punk rock.

Moleque com cara de alternativinho, longe dos hipsters, perto dos clássicos, viciado no indie.

Screamo + punk? O ambiente é incrível e a energia ficou "congelada" na foto.

Pra quem pode. Pra quem não tem gordura.

Um monte de garotos com suas caras de tédio, suas cervejas e os cigarros nas mãos tatuadas. Clássico.

Cães do asfalto: motoqueiros e caminhoneiros que levam o rock pra além do visual, os que impõe respeito.

Glam rock puro amor, pura fome.



E pra ouvir, tem as trilhas sonoras pra download ou streaming aqui do DDPP! Alternative Rock 2000s - Parte I e Parte II, Singles Eternos do Rock em 2002 & 2003 Música Alternativa e Fotografia Analógica!

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Teen Wolf


Num mundo de vampiros que brilham no Sol e frequentam colégio por séculos — a coisa mais sem noção do mundo —, Teen Wolf poderia pecar, afinal estamos falando de romances adolescentes, atmosfera dark e... lobisomens! Ao contrário do que parece, não é só pra menininhas. Produzida pela MTV, cada temporada possui apenas 10 episódios e se tornou meio-termo entre obscuro e comercial.

Teen Wolf é um filme dos anos 80 de comédia, que só serviu mesmo pra ter o título e a característica principal pra ser aproveitada, já que a série não tem nada a ver com o longa. Scott McCall era um loser total. Com problemas respiratórios, péssimos desempenhos nos esportes, também não chegava a se caracterizar como nerd: nunca assistiu a Star Wars, não tem poster de banda indie na parede e não cheirou cola de sapateiro na infância.

Seu melhor amigo, Stiles Stilisnki arrasta Scott com ao seguir o pai, delegado da cidade, até a cena de um crime onde uma mulher foi partida ao meio. Porque nada nunca acontece na vida deles. E um pouco de sangue sempre é bom entretenimento. Acabam descobertos pela polícia, mas Scott se esconde do esporro e fica sozinho na floresta, quando é atacado por um bicho muito grande. No dia seguinte, a ferida tá curada e ele passa a se sentir estranho. Dããããr.

Aí começa a aventura de Scott agora como o futuro garoto prodígio do colégio envolvido em conspirações com alcateias de lobisomens, brigas de família lupinas e trilha sonora do caralho que só a MTV poderia produzir, apresentando muitas bandas novas. O clima é sombrio e foi ficando cada vez mais maduro com o passar das temporadas (atualmente, na terceira). Outro fator incrível é como tratam a homossexualidade dentro da sociedade sem preconceito nenhum, como se não existisse a palavra "homofobia" na cidade, no colégio principalmente.

A série também foi falando de sexo com mais abertura, com cenas muito inspiradas em True Blood, com bastante peitoral pelado e música hot. Mas a história é um ponto positivo em si. É uma série pra adolescentes, claro, mas adolescentes que passaram 3 anos assistindo as personagens crescerem, que cresceram junto. Pelas temporadas serem tão curtinhas, não fica difícil acompanhar. 

Teen Wolf ainda tem muito pano pra manga, por isso desejo com todas as minhas forças que não seja cancelada tão cedo. Na terceira temporada temos adição de uma nova criatura sobrenatural mas com total base na lenda dos lobisomens dentro do enredo. É também o roteiro mais bem desenvolvido da MTV até hoje e sucesso no canal. Não tem muito como errar, né? Com trilha sonora boa, fotografia excelente para o orçamento da série e tabu nenhum, só daria merda se colocassem os lobisomens pra brilhar sob a Lua cheia.

Ou se uma menina chamada Elena entrasse na história.

O que é friendzone e como escapar dela?

friendzone

O termo friendzone ficou popular depois do seriado Friends e significa "Zona de Amizade", pois é quando o indivíduo se apaixona por alguém que sempre faz questão de deixar claro que não serão nada além de ótimos amigos. Dói, sei que dói. Será que tem jeito de fugir dela? É possível fazer alguém gostar da gente? Zod fugiu da Zona Fantasma, não fugiu?

Remorso por estar bem?

o+que+e+remorso

Sabe o que é remorso? Aquela sensação chatinha que vem atormentar nosso bem estar quando acreditamos que agimos mal, quando nos sentimos culpados por alguma coisa ou quando nos arrependemos — pode acontecer tudo de uma vez! Tem vezes que remorso vem por só estarmos bem enquanto o mundo e as pessoas ao nosso redor parecem tristes e cinzas. Por que isso acontece?

O Homem de Aço (2013)


Esperei minha vida inteira por um filme assim. Mesmo depois de ter achado que Os Vingadores acabariam com qualquer esperança cinematográfica para meus heróis favoritos, Zack Snyder (♥), Christopher Nolan (♥) e David S. Goyer (sem coração) reviveram um ícone. "Super" nunca foi um título tão bem colocado, mas eu escolheria o prefixo adjetivado "supremo". Não há nada igual ao que vi aqui.

Antes de mais nada, retire o preconceito dos ombros. Quando falo do Superman (e minha imbecil preferência pela DC Comics sobre a Marvel), todo mundo para pra dizer que não tem graça, que não há razão pra contar a história de um cara que é, basicamente, indestrutível. Essa é a maior dificuldade na hora de tentar adaptar para o cinema, principalmente hoje que a demanda é que super-heróis — por mais super que sejam — se tornem humano, que suas histórias possam ser acompanhadas de um "tá, isso seria possível no mundo de hoje".

Por isso, trazer um alienígena com cueca por cima da roupa e que se disfarça apenas colocando um par de óculos sempre deu zebra. Pode falar que tô cuspindo no prato dos filmes antigos (excluindo o péssimo MESMO Superman, O Retorno), mas não há razões para comparar o passado com o presente. O público clama por solidez, não só no enredo, mas em como todas as fantasias que os quadrinhos nos trazem serão representados visualmente, em movimento.

A história em O Homem de Aço é contada primeiro em Krypton, com uma estilística única (com cara de Snyder) e um roteiro muito bem resumido e costurado pra caber em, sei lá, 10 minutos, um monte de história, razões e referências. Krypton se torna uma Matrix softcore, onde cada cidadão nasce "artificialmente". Seu material genético é alterado para que as pessoas nasçam com predefinições sociais muito claras, como o político, o guerreiro, o líder e assim em diante. As escolhas parecem não existir.

É quando Jor-El (renomadíssimo cientista) e sua esposa Lara Lor-Van decidem que seu filho nascerá de parto natural, não numa encubadora. Que seu corpo será imaculado e suas escolhas possíveis. A merda é que pelo fato de terem gasto tudo do meio-ambiente, a galera de Krypton teve a estúpida ideia de pegar matéria-prima do núcleo do planeta, o que colocou uma data de expiração pra vida de todos. Num último suspiro, Jor-El e Lara enviam Kal-El (vulgo Clark Kent) pra Terra, quando ao mesmo tempo Zod, o general fodão, resolve tomar providências pra matar todo o conselho de Krypton e dar um "golpe militar".

Daí em diante a gente já conhece a história: alien criado por fazendeiros descobre seus poderes com o passar dos anos e desenvolve um código moral mais forte do que ele. A graça é como isso é transportado pro cinema com esperteza de fazer chorar. Você nunca viu a história do Superman dessa maneira. Várias mudanças aconteceram, mas nada que destruísse o que conhecemos. Na verdade, a versão desse filme me parece até mais sensata do que dos próprios quadrinhos, mesmo após o "reinício" dos heróis da DC Comics.

Kal-El acaba se tornando um representante político. Não dos Estados Unidos da América, não de Krypton. Ele é o símbolo da sociedade utópica, o líder que vai mudar a cabeça dos seres humanos para que não aconteça conosco o que aconteceu em seu planeta natal, um alienígena e não super-herói. A desculpa que faz com que Kal-El se torne um herói de coração puro também é construída com detalhes importantes, como o sacrifício, o amor e o respeito, que não importa qual o tamanho da sua força, sendo seguro de si e pensador de um bem maior, não há por que se aproveitar da fraqueza dos outros.

Esse alien é um imigrante buscando aceitação num mundo hostil. Piora quando Zod aparece na Terra (sim, porque o Conselho de Krypton é burro e acabou "salvando" Zod da destruição) e exige a cabeça de Clark num espeto. Até a galera entender quem tá do lado de quem, rola muita água. Literalmente. Mesmo que o roteiro consiga colocar em duas horas e vinte todo o legado que deu origem ao Homem de Aço, dá a sensação de que correram um pouquinho, o que é quase completamente resolvido com a narrativa de vai e vem no tempo pra explicar cada passo de Clark.

Seu relacionamento com Lois Lane também é rápido, mas devido às circunstâncias em quais eles se envolvem, dá pra entender. Ele, homem solitário e frágil, encontra nela um refúgio. Até brincam incrivelmente bem com o conceito de identidade secreta, é tudo mais real. As referências aos filmes como The Thing e o próprio Matrix são claríssimas. A fotografia é de um trabalho espetacular, falando nisso. As cenas mostram a imensidão dos poderes do Superman em tomadas amplas, minimalistas e muito bem iluminadas, coisa que só Zack Snyder (♥) sabe fazer (assista Sucker Punch e reveja O Homem de Aço pra comparar).

Morri de medo, é claro. Superman e Batman são os dois super-heróis que cresceram comigo. Clark é o alienígena que eu fui (e sou) desde a época do colégio. Batman é minha solidão, meu lado "faça você mesmo". Aprendi a ler com meus quadrinhos e também foi por causa deles que peguei um lápis e cursei design gráfico na faculdade. Tive medo de O Homem de Aço ser um lixo, mas não. Mesmo sendo um blockbuster (filme pra se tornar popular e levantar muito dinheiro), é cheio de significados, de verdades próprias que o sustentam.

Mesmo que escreva e escreva, não vou conseguir traduzir pra você a experiência de colocar os óculos 3D numa sala de cinema IMAX e chegar a sentir o cheiro de poeira dos destroços ou o impacto avassalador das cenas de luta onde a gravidade não tem vez (Neo e Smith de Matrix invejando em 3, 2, 1...). Batalhas dignas de Dragon Ball Z, roteiro à lá Batman: O Cavaleiro das Trevas e todo o visual descolado no estilo Zack Snyder de ser. O Homem de Aço é meu orgulho. É a razão de hoje eu estar procurando em lojas online os blu-rays dos heróis da DC que vou colecionar na estante.

E amanhã tô no cinema de novo. Contra todos os críticos chatos e saudosistas, aceito a nova geração do herói. Henry Cavill é puro Clark Kent, personagem de difícil interpretação, pois corre o risco de ficar chato, de ficar bobão e incômodo. Não tem discussão comigo: é o melhor filme do herói até hoje, contando todos os aspectos (inclusive as cenas de luta que só servem pra encher os olhos, porque cinema é  experiência visual também, não precisa falar de Platão a cada linha).




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