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Períodos de fogo no cu

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Pegue seu terço, vista sua camisa social, molhe os seus pés na água com gelo, se ajoelhe no milho: vai lutar pra controlar, mas eventualmente a piranha dentro de você vai querer sair quando entrar no Ciclo do Fogo no Cu, aquela época em que dá vontade de beijar todo mundo e tirar a roupa pra qualquer coisa. Tipo, qualquer coisa. Por quê?

Homem ou mulher, independente da condição sexual, passa a ter rompantes como esse a partir da adolescência, a necessidade de cópula (ou de chegar perto disso). É quando qualquer música com batida forte faz curvar a coluna, morder os lábios e girar o pescoço que nem a possuída pelo capeta d'O Exorcista. É quando estranhos de ônibus parecem cada vez mais bonitos e todo mundo, tipo, todo mundo, fica mais cheiroso.

Já reparou que nessas épocas ficamos mais sujeito ao cheiro dos outros? Em fato, todos os sentidos parecem funcionar com o dobro de efetividade, como se fôssemos animais correndo atrás dos feromônios de possíveis parceiros, como se nossa existência dependesse de um beijão na boca ou uma mãozona na bunda. Viramos neandertais: queremos puxões no cabelo e tacapadas na galera. Estapear a pantera, descabelar o palhaço.

E para de bancar a Ave Maria, dá um tempo! Todo mundo passa por isso! É normal, é da natureza! Mesmo que uma vez por ano, o desejo de virar puta e passar o rodo na balada ataca, te faz parecer escroto e desesperado. Vai além da carência, além da vontade de viver um amor: é puramente físico, reação espontânea do corpo. Como espirrar um espirro sexual, a onda insaciável procurando qualquer tipo de prazer com outra pessoa. Na falta, consigo mesmo.

Por isso é imprescindível levar um par de preservativos na bolsa ou carteira. Mesmo que tenha problemas de intimidade (como eu) e nunca transe, é melhor ter e não precisar, do que precisar e não ter (aprendi essa frase em Alien Vs Predador 2, no caso a mulher se referia a uma arma, bang-bang.). É nessa temporada de calor interno atingido picos (opa!) que fazemos a merda de ignorar a segurança e nos tornamos sujeitos à vontade dos outros, ignoramos a razão.

Depois que passa, coçamos a cabeça e ficamos sem entender. Cadê a vontade louca? Pra onde foi? "Ah, não quero ficar com ninguém por um bom tempo!" e blá, blá, blá. Geralmente é momento de se arrepender por ter agido na libertinagem, de se culpar porque acabou pegando o amigo do irmão mais velho na chopada da Rural, mas... de que adianta chorar a camisinha usada?

Viver em equilíbrio é aceitar que não somos puramente bons nem maus. Também não somos santos ou demônios. Somos humanos, estáveis na instabilidade de humor, de vontades, pois são as vontades que nos movem. Então respeite seu tempo, cuide de seu corpo e sacie suas vontades. Eventualmente, o que você nega te consome, e o resultado disso é a frustração. Se tiver esse sentimento nos ombros, suas temporadas de frigidez se alastrarão para toda e qualquer outra área da vida. 

É algo que não pode acontecer. Jamais! E pra saber mais desse assunto, olha esse post.

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