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O que é Seapunk?


O nascimento de tribos se dava primeiro por ideais. Hoje em dia, a determinação visual de um estilo pode ser simples conjunto de influências diversas, como é o caso do seapunk, onde a psicodelia dos hippies se encontra com o oceano (e suas características), unidas à filosofia punk (o faça você mesmo) e um pouco da carga grunge (principalmente nas sobreposições). Venha conhecer!

Sabe o povo que parece ter pintado o cabelo no cloro da piscina? Pois é, eles têm nome! Fica difícil de saber exatamente onde começou o estilo seapunk, mas a gente sabe mais ou menos quando: meados de 2011. Se em Londres, Japão, São Francisco ou Chicago, fica a dúvida, mas foi em New York que o movimento virou febre. Isso depois de ter se firmado com força no Tumblr, em 2012.

Com o uso constante de hashtags e reblogagens com a temática "seapunk", muita gente resolveu aderir ao visual para produzir conteúdo de postagem, o que cresceu como um vírus e se tornou tribo, agora com ideais: a vida como se fosse uma praia (mesmo que sejam todos pálidos), se puder fazer, faça você mesmo e cabeça aberta para tudo que é diferente (inclui etnias, sexualidade e pensamentos).

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COMO SER SEAPUNK?

Tá, não vou ser pretensioso e te entregar um "manual" pra aderir ao movimento. Primeiro porque é escroto querer se tornar parte de algo que ainda não conhecemos a fundo. É preciso primeiro entender a ideologia, refleti-la em algo na sua vida que desperte real amor ao que você está prestes a se tornar e só depois querer se tornar. Senão fica falso, superficial, fake e vira poser. Visualmente, existe um leque de opções que caracterizam "alguém" como seapunk.

- símbolo orientais como o ying/yang estampado na camisa ou num colar, anel ou brinco;
- imagens de deuses indianos estampados em camisas ou acessórios;
- camisas tie dye (ensinei a fazer aqui) com mistura de tons aquáticos + lilases e rosas;
- cabelos com pontas ou mechas pintadas dentro dessa mesma paleta de cores;
- maquiagem escura (batom e unhas pretos, olhos marcados);
- utilização de desenhos marinhos em tudo (golfinhos, tubarões, âncoras, deuses gregos do oceano etc);
- óculos redondos (alguns com hologramas nas lentes);
- cristais como pingentes ou estampa;
- jóias douradas;
- pedrinhas brilhantes coladas na testa (como terceiro olho) ou personalizando objetos diversos.

Nas fotografias, muitas edições toscas utilizando elementos marinhos e psicodélicos recortados e colados com qualidade de Paint, cheios de rebarbas, brega, com bordas imensas. Na música, eletrônico dos anos 90 + 8 bit (com som de videogame velho) + dreampop + música pra ficar chapado. Os projetos mais conhecidos são Grimes, Zombelle e Ultrademon (sexta tem playlist seapunk pra vocês).

Descobri o seapunk quando um colega do estágio me abordou e disse que eu era muito a cara do estilo. A verdade é que o seapunk é muito parecido com o estilo "piada" witch house, que surgiu sem querer mas ajudou a formular uma tribo que utiliza símbolos místicos e de Alta Magia em roupas, quantidades absurdas de preto, mas sempre com aquele ar hipster bonitinho. E pego muito do witch house pra minha vida.

Acho difícil não admirar o seapunk. Tudo bem que tribos parecem ser um conjunto de gente buscando inserção, mas é visualmente divertido. Pra aproveitar 100%, tem que ter coragem. Quem acha viajado demais, pode pegar um elemento aqui, outro ali. Em geral, a internet mostra que nossa geração pode mudar conceitos ou agregar ideias sem sair de casa. Agora, quanto tempo essa tribo vai durar? Por nascer com boa base, olha quantos anos o grunge sobreviveu (e sobrevive)! Será que "seapunk" vai ser tão imortal assim ou será sempre exclusivo dos descoladinhos?

Quer saber o que eles escutam? Fiz essa trilha sonora com tudo!

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