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Todo homem, hétero ou gay, é cafajeste?

cafajeste

Adjetivos que englobam gêneros existem aos montes. Pras mulheres, títulos de incompreensíveis, bipolares, consumistas, frágeis. Pros homens, galinhas, insensíveis, sexuais e estupidamente imbecis. Mas é sobre sexo que quero falar hoje: por que gays são tachados de promíscuos? Por que héteros têm fama de infiéis? O problema é a tes-tos-te-ro-na.

Se num relacionamento entre um cara e uma menina há certa pressão pelo lado masculino pra  inciar o mais rápido possível a rotina sexual — por motivos culturais, não podemos esquecer —, entre dois caras esse tipo de apetite (normalmente insaciável) acontece dos dois lados. Quando com uma menina, se ela demorar muito, ele pode buscar outras mulheres pra sanar a única necessidade que grita no momento: de sexo! Pode jurar amor à namorada (e ser sincero sobre isso), ter mais carinho por ela do que qualquer pessoa, mas seu pênis vai querer alguém mais fácil.

Quando entre dois homens, o sexo costuma acontecer muito mais rapidamente, já que os conceitos de "pureza e castidade" não se aplicam da mesma forma nos círculos de homens homossexuais como pras garotas. Então há o comum-clichê-conhecido onde há primeiro sexo, depois apresentações, depois conversa e depois qualquer chance de relacionamento. Óbvio que existem exceções em todos os casos, pois seria estúpido julgar um grupo de pessoas por qualquer padrão comum, mas o conhecido é esse. Somos educados todos os dias a pensar e agir dessa forma, infelizmente.

Então, quando dois homens cansam um do outro mas se encontram acomodados o suficiente para não se mexerem, abrem a política do "Vale Night", direito de transar com outras pessoas visando o bem da relação. Essa atitude não acontece por esses caras serem gays, assim como o hétero que trai a menininha não o faz por ser hétero. Isso acontece porque homens possuem necessidade sexual muito mais elevada. É biológico, tem a ver com hormônios e sobrevivência da espécie.

Claro que existem mulheres que gostam de transar várias vezes por dia, até com diferentes homens/mulheres, mas se olharmos pra cadeia de sobrevivência da mãe natureza, entendemos a lógica, já que uma mulher precisa de uns 10 meses pra conceber vida a uma criança, enquanto o homem pode engravidar várias e várias em curtíssimos espaços de tempo. Por instinto do corpo, ele precisa ser mais sexual pra manter o ritmo, impedindo que a humanidade se apague da existência do planeta.

Na sociedade (que se acha) moderna, não precisamos perpetuar nada. Entendemos que sexo é questão de prazer, que faz parte de quem somos. A proibição sexual e a censura sexualizaram negativamente o próprio sexo, conseguindo assim cegar a razão das pessoas e nos devolver aos tempos em que dar porretada e arrastar mulheres pelo cabelo eram comuns. No que expliquei no post sobre gouinage, alguns homens nascem com menos vontade de transar. São raros, claro.

Outros pensam mais com a cabeça de cima e entendem que sexo, o relacionamento a dois, é troca constante não só de fluídos, mas de agrados, de oferecer prazer para que ele lhe devolva da mesma forma. Sem pagar de falso moralista ou romântico, o zelo pelo próprio corpo (que para alguns se limita ao que fica debaixo do prepúcio) deveria ser prioridade, ser entregue como prêmio, não como pipoca no cinema. Mesmo que esteja na construção genética, dá pra parar de agir como cavalo no cio quando, acima dos 2 segundos de orgasmo, temos alguém pra respeitar. Isso inclui a si mesmo.

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