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O Maníaco (2012)


Gosto de filme que não deixa parar pra respirar; que quando termina faz achar que não tem uma hora e meia de duração, que é bem mais curto. Essa sensação chega por ser dinâmico, ininterrupto e não dar chance nenhuma de ficarmos ociosos. Com balanço criativo de uma narrativa doente, Elijah Wood interpreta um assassino em série esquizofrênico, buscando vida ao matar loucamente.

Marcado por traumas envolvendo cabelo (como símbolo de pureza e eternidade) e sexo, Frank possui uma loja de restauração de manequins que está há 3 gerações na família. Todas são de anos e estilos diferentes, mantendo em comum um aspecto: o couro cabeludo de mulheres assassinadas por ele, que tenta reproduzir um momento que lhe foi importante, voltar no tempo. Por isso, o embasamento de Frank como assassino tem lógica firme apoiada em transtorno psicológico.


Filme "O Maníaco", com Elijah Wood

A fotógrafa Anna (Nora Arnezeder) se apaixona pelas manequins ao passar na vitrine e se tornam amigos, ele mesmo fica surpreso, num abismo de dúvidas entre aproveitar a companhia de sua única proximidade ou permitir que seus impulsos monstruosos o dominem e façam com que ela dure pra sempre ao seu lado como uma de suas bonecas. Cara, Elijah Wood convence como maníaco! Coisa que não achei que fosse acontecer, pois mesmo mais velho, com outro corte de cabelo, ainda tem cara de inocente, de indefeso. 

Claro que é uma característica não ignorada: ao invés de tentar contorná-la, Elijah a usa para compor a personalidade de Frank, tímido, procurando vítimas online em sites de relacionamento. Então sim, ele tem cara e jeitão de maluco, mas também tem olhos azuis e pose misteriosa pra atiçar curiosidade alheia. O maior ponto do filme — uma de suas principais sacadas — é a câmera em primeira pessoa quase o tempo todo. Assistimos a vida pelos olhos do próprio Frank, de dentro do carro observando a vítima até o escalpelamento sem dó com uma navalha de barbeiro. Sem cortes.


Filme "O Maníaco", com Elijah Wood: os manequins

A quantidade de violência e sangue são o segundo marco, não deixando brecha pro espectador olhar pro lado. A sequência de mortes possuem espaço pequeno de acontecimento, de maneiras diferentes e surpreendentes também. Frank é um assassino bestial, de instinto, não pensando sobre impressões digitais ou cenas de crime, por isso o filme não perde tempo com enrolação. Nunca. O roteiro é muito bem amarrado pra ditar o tom do enredo e não deixar Maniac entediante.

Como remake do filme de mesmo nome dos anos 80 (que ainda não vi) não posso comparar. Sei só que alguns críticos apontaram como um clássico imediato do terror moderno, e logo depois da primeira cena de morte, com o título do filme em vermelho-sangue em fontes largas, dá pra sentir o nascimento de cult instantâneo. Dá pra ter certeza que não vai fazer feio, que vai dar vontade de ver mais algumas milhões de vezes.

Maniac é pra quem gosta de assassinos em série, traumas psicológicos, compulsão por moças bonitas/exóticas e vontade de ver Elijah Wood totalmente livre do espírito de Frodo de O Senhor dos Anéis. Vale o repeat.

Filme "O Maníaco", com Elijah Wood: nota


O trailer está com áudio em inglês e legendas em francês, não consegui achar no nosso idioma. Mesmo assim dá pra entender. Ah, esse é o trailer proibido pra menores por causa da violência, ok? Cuidado na hora de ver.



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