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Relacionamento Relâmpago: paixão intensa e instantânea

namoro+rapido
Estranhos que somam.
Você conhece alguém na quinta. Na sexta não param de se falar. No sábado se encontram e passam a noite juntos. No domingo você volta pra casa indiscutível e inevitavelmente apaixonado por um total estranho. Como explicar a conexão imediata? Dá pra confiar no sentimento que surgiu tão rápido e tão intenso? Seria ele fruto de carência desesperada? Vale a pena tentar?

A vida não tem graça sem que assumamos riscos. Se apegar é o maior deles, pois como bem dito na música "What Sarah Said", "amar é assistir alguém morrer". Quando gostamos, tememos a perda, a ausência. Deixamos de nos jogar em relacionamentos ou limitamos o que sentimos por precaução, pra não nos envolvermos a ponto de, quando o dia da perda chegar (se não no término do romance, na morte por velhice), sofrermos. Relacionamentos Relâmpago (ou RR) nos fazem questionar ainda mais essa lógica.

Provém de um sentimento avassalador que, em maioria, queima rápido, apagando em alguns dias, semanas ou horas. Um fogo no cu instantâneo que explode, te faz querer casar e ter filhos pra depois apagar e deixar todo mundo chorando no escuro de novo. Na melhor das hipóteses, esse fogo queima forte e até diminui depois que a ansiedade e a sensação de "novidade" perdem força, mas não se apaga. Se torna estável com elevações de temperatura ocasionais, criando assim o ambiente real para um relacionamento maduro perdurar. 



POR QUE ME APAIXONEI TÃO RÁPIDO?
Por que esse sentimento veio tão de repente? Antes mesmo de beijar é possível sentir essa combustão assustadora e deliciosa, é quase incontrolável! Alguns fatores ajudam a identificar de onde isso vem e como pode terminar. Não é trabalho de cigana, não precisa pegar na mão pra ver o futuro. É só se olhar no espelho da mente:

CARÊNCIA/DEPENDÊNCIA
A causa mais comum é também a mais perigosa em aspectos diversos. A busca por qualquer companhia pode ser tão primitiva que a primeira pessoa incrível que aparece se torna objeto de exagerada admiração, gerando aquela vontade de nunca mais desgrudar, medo psicótico de perder e dependência emocional, onde qualquer ameaça para o relacionamento (que nem começou) se torna motivo de choro. Sentimentos que nascem a partir disso geralmente têm fins tristes, onde um dos parceiros se sente sufocado e pula fora. 

REALIZAÇÃO DO IDEAL
Pessoas que idealizam um parceiro perfeito (como falei aqui, aqui e ainda montei playlist de corno aqui), e dão a cagada fenomenal de encontrá-los fisicamente, desenvolvem apego por um motivo simples: parece que se conhecem há muito mais tempo do que passou de verdade. Só que com isso, as chances de frustração são colossais, já que qualquer característica diferente do idealizado pode causar fatal decepção. Relacionamentos Relâmpago nascidos daqui possuem uns 50% de chance de darem certo pela sensação de conforto e 50% de afundarem pela falta de maleabilidade.

QUÍMICA
A mais confiável forma de construir em cima de um Relacionamento Relâmpago é a química, principalmente se somada ao que falamos ali, a "Realização do Ideal". Significa que além de achar que conhece o parceiro há um tempão e confiar quase plenamente nele, há troca na vontade de estarem juntos, de funcionarem, mesmo quando não estão se pegando. Estando distantes, vão sentir saudade, vão trocar mensagens e não vão achar que estão ultrapassando nenhum limite, sabendo exatamente como agir. As 5 coisas que as pessoas dizem pra te pegar não têm vez quando a química é forte, tornando vocês, antes de namorados, bons amigos. 



DEVO ARRISCAR?
Não é todo mundo que consegue fazer namoro dar certo a partir de um RR, já que a grande tendência da afobação é gerar frustrações. É como ganhar um jogo novo, amar muito nas primeiras horas, mas nunca zerar por ter ficado chato e repetitivo. Os que conseguem são os que compreendem que as primeiras impressões, mesmo sendo as melhores, podem enveredar para caminhos diferentes, porém, com consciência dos riscos e abrindo o peito sem medo da dor, estão dispostos a fazerem dar certo! 

Correr pra pedir conselho aos amigos pode não ser muito esclarecedor, já que tendemos a negar a veracidade dos sentimentos baseados no tempo em que as pessoas se conhecem, como se fosse impossível amar alguém depois de dois dias (ou algumas horas), por exemplo. Num relacionamento, só quem tá dentro sabe o que tá se passando por completo. Só quem tá dentro vai saber se deve ou não arriscar, então a resposta pra uma pergunta como essa parte bastante da sua capacidade de analisar o funcionamento como casal — e da intuição. Acha que deve? Então faça! Faça pronto pra dar certo e preparado se der errado. 

Não existem regrinhas de três pra dizer que a escolha certa é essa ou aquela. O que posso dizer é que tudo que é sentido, é real. A seriedade vem só depois, quando racionalizamos demais. A razão é importante, ajuda a evitar sofrimento desnecessário e esclarece dúvidas, mas não pode trabalhar sozinha. É preciso misturar com uma colher de risadas, duas de espontaneidade e uma pitadinha de paixão. Mexa bem e sirva quente.

LEITURA ADICIONAL
Se você cansou da ansiedade de querer namorar alguém que acabou de conhecer, leia "Como controlar ansiedade para namorar", um guia definitivo para controlar sua carência e desespero. Também leia "Ser solteiro faz bem: 10 fatos que comprovam" e ouça a playlist "10 músicas para curar solidão de estar solteiro".

— Todas as fotos desse post são de autoria do incrível Kevin Morosky. Lindas, né? 

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