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Stuck In Love (2012)

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Um dos favoritos!

Minha filosofia é de que a vida não significa nada. Sendo assim, poderemos escolher apenas sobreviver, nos matarmos, ou atribuirmos grandes significados a tudo que vivemos. Isso inclui sentimentos e o que chamamos amor. Esse maravilhoso filme independente com um elenco estruturado e roteiro nem leve nem pesado, consegue pôr questionamentos incríveis na mesa: por que é importante amar? E também se machucar?

A história gira em torno de um casal divorciado com dois filhos, que acabaram seguindo os passos do pai, escritor de renome. Enquanto a menina, Samantha (Lily Collins de Sem Saída) desacredita no significado do amor e das normas sociais e passa a dormir com caras aleatórios apenas pra matar vontade e acumular experiências literárias, o filho Rusty (Nat Wolff), é introspectivo e tímido, sem coragem pra arriscar. O pai espera incansavelmente o retorno da mãe, que há três anos está com outro cara.


Stuck In Love (2012)

Rusty, é apaixonado por Kate (Liana Liberato de Implacável) e aos poucos arruma coragem pra falar com ela, se envolvendo num relacionamento lindo, cheio de descobertas, mas complicado: ela possui péssimo histórico com drogas. Já Sam tenta não se apaixonar por Lou (Logan Lermann de As Vantagens de Ser Invisível), que faz de tudo para conquistá-la sendo o homem ideal (aquele que tô procurando há anos, valeu). Rusty não tem medo das mágoas, por isso é aberto no relacionamento. Sam não, por isso é fria. 

É ela quem questiona o porquê de nos apaixonarmos, seja pelo namorado ou pelos pais: qual é a verdadeira razão de precisarmos tanto nos apegar a velhos conceitos? As pessoas enjoam umas das outras com o passar do tempo, traem, mentem e, quando entediadas, ligam o foda-se para buscar outro alguém. Sempre há aquele que ama mais na relação e sempre será essa pessoa a sofrer, como o pai, William Borgens (Greg Kinnear de Pequena Miss Sunshine) que todo feriado de Ação de Graças reserva lugar pra ex-esposa, Erica (Jennifer Connelly, Água Negra).


Stuck In Love (2012)

O desenrolar é gostoso, com cenários frios mas acolhedores, numa casa de praia no meio do inverno composta por iluminação quente e tons amadeirados. A trilha sonora é impossível de não comentar: tem Ellioth Smith e Wallpaper Airplanes! Só coisa deliciosa com jeitinho de Bon Iver e cheiro de cabana na floresta. Só deixa mais incrível a imersão nesses conceitos simples, como bem diz o slogan do filme — sobre primeiro amor e segundas chances.

O que mais gostei em Stuck In Love foi mostrar que, na vida, o que a gente realmente aproveita é o contato com outras pessoas. Amar é se machucar, mas só quando a gente se corta, se limita. Estamos sujeitos às perdas e erros, porém, os benefícios e aprendizados são tão maiores que vale a pena tentar! Quando mergulhamos de peito aberto, sem receio de parecer patético ou sem o orgulho advindo de vaidade, conseguimos ter uma certeza, a razão que nos fará dormir tranquilamente à noite: a de que tentamos.


Nota


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