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Pokémon incentiva maus tratos de animais?


Assistindo Pokémon: Origins, vi como a realidade poderia ser chocante se pokémon existissem e fossem usados para batalhas. Nesse especial, fica claro que correm risco de vida quando se envolvem disputas, deixando meu coração apertado, pois destruiu o mundo utópico criado pelo anime original (e os gráficos fofos dos games). Seria possível a violência em jogos afetar o comportamento de quem joga?

Assunto já debatido, que leva a uma simples resposta: o jogo, em si, não cria indivíduos violentos. Fato que existem tendências genéticas que limitam o ramo de escolhas por qual uma pessoa vai enveredar quando se desenvolver. Algumas trazem consigo uma tendência apaziguadora e desenvolvem senso de justiça e respeito com a soma de valores sociais "positivos". Já outros, com uma frágil personalidade negativa, podem assimilar através de filmes, do próprio cotidiano ou jogos, prazer em causar mal.


Cena de Pokémon: Origins! Resenha sai na quarta aqui no site!

Mais do que insegurança, mais do que errar aqui e ali, desenvolvem dependência de praticar crueldade, desprovidas de empatia ou quaisquer outros ideais de cuidado e bom convívio entre seres humanos e tudo que os cerca, incluindo animais. Tanto que há casos de psicopatas que antes de começarem a expressar sua necessidade em causar dor em humanos, o fazem com pequenos bichos, como gatos, passarinhos ou cachorros. 

O que é diferente de quando um adulto diz que já brincou de estilingue, tentando acertar passarinhos: questões de entretenimento proveniente de cultura ou criação também não definem se vai ou não se tornar um assassino (mesmo que seja escroto pra cacete). Depende da própria pessoa, do que vai escolher pra vida dela. Nesse mundo globalizado, não falta informação. Não faltam pontos de comparação pra saber o que é "certo","errado" ou "crime" pelo senso-comum. Sendo assim, colocar pokémon pra brigar em videogame não vai tornar nenhuma criança um colecionador de cabeças de boi.


GTA V

Pelo contrário. Tanto nos jogos quanto no anime, o roteiro nunca cansa de bater na tecla do companheirismo e do respeito ao mascote. Ensinam a parar quando as coisas ficam sérias e de que o amor é a grande chave pro entendimento (quem acompanhou a saga do Charizard do Ash? Ou em Pokémon - O Filme, quando Mewtwo viu o sacrifício do nosso protagonista chato?). Games violentos, sob minha perspectiva, ajudam a aliviar quaisquer rompantes de raiva que, como seres humanos, estamos sujeitos a jogar em cima de alguém. Tá puto? Abre o Battlefield. Melhor que atirar em alguém pra valer.

Sendo assim, jogar Pokémon não só incentiva crianças e pessoas a cuidarem de outras vidas, como entretém, relaxa e faz gerar vínculos (com outros humanos ou pela sensação de responsabilidade sobre terceiros). Da próxima vez que acusarem seus jogos como ferramentas do demônio, mande ler esse texto. Não sou o dono da verdade, mas nunca matei ninguém, sempre me coloco no lugar dos outros e faço meu melhor pra deixar as pessoas confortáveis — mesmo as pentelhas. Nem em formiga deixo pisarem.

E pra quem interessar, a PETA (ONG de proteção aos animais) protestou usando Pokémon como exemplo de como, na vida real, os bichinhos são usados e abusados de formas horríveis. Foi um protesto torto, mas pelo conceito dá pra nos deixar pensando. A Nintendo Blast disse o que penso aqui.

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Esse post faz parte da Semana Temática Pokémon, do DDPP! De hoje até sexta, todos os assuntos girarão ao redor da franquia, pra comemorar o lançamento de Pokémon X & Pokémon Y no sábado, dia 12 de outubro! Também tô querendo fazer uma coluna só com postagens envolvendo Pokémon depois disso, mas será no futuro próximo! Então volte todo dia!


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