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Pokémon: The Origin


Uma hora e 44 minutos: pouco, mas foi suficiente pra matar uma vontade de 15 anos. Conversando com amigos, constatamos que não teria como não gostar de Pokémon Origins, mas só quem jogou os primeiros jogos (Red & Blue) vai saber o que sentimos: vontade de chorar o tempo todo. Séria, fiel e mais bonita, essa série especial de 4 episódios fez história.

Tudo faz parte de uma campanha de marketing da Nintendo pra trazer antigos (e reclamões) jogadores de Pokémon para a nova geração: X&Y — que promete ser a mais nostálgica de todas. Sendo assim, pra promover as vendas das versões que já batem recordes de vendas no Japão, resolveram transformar em animação as edições que começaram tudo isso, Red & Green (Blue no ocidente ao invés de Green, que só veio depois com o remake para Gameboy Advance). 


Lance!

Ao invés de Ash, a gente tá olhando o mundo pela perspectiva de Red, o primeiro treinador da franquia, e seu rival Green (que se tornou Gary quando Red virou Ash no anime que conhecemos). A execução do roteiro é apressada, precisando contar em quatro episódios de 22 minutos uma história que moveu gerações. O primeiro pokémon, líderes de ginásio, as aventuras da trama no meio do game (como Equipe Rocket ou o espírito da Marowak que assombrava a Pokémon Tower), a própria Elite dos 4 e a batalha contra o campeão: Green. 

Pra falar de tudo, não puderam mostrar todas as batalhas, usando cortes com narração pra apressar as semanas e nos levar até onde queríamos chegar: primeiro encontro com Mewtwo, o mais poderoso de todos os pokémon. Também serviu pra impulsionar a inclusão das Mega Evoluções (nada melhor que jogar um novo elemento num clássico) transformando o Charizard de Red num Charizard X (pois há a versão "Y" e "X" dessa mega evolução, exclusiva de cada versão). 

A mistura de modelagem 3D e animação 2D é boa, apesar de não ser incrível, mas nada tira o mérito da arte, das expressões dos pokémon e da qualidade de cores, que é absurda. A dublagem é outro ponto forte — a mesma dubladora de Naruto empresta a voz pra Red, o que é estranho e familiar ao mesmo tempo, pra quem assistiu a versão japonesa do anime. Só que ninguém morreria se colocassem mais 30 minutos, pra chegar como um longa de duas horas, né? Ou mais 9 episódios pra fechar um arco de 13. Vai entender a cabeça deles...


Gostou do Mega Charizard X?

Definitivamente, é um especial para adultos. Mostrar batalhas como ringues onde morte real pode acontecer e dramas mais profundos podem aparecer, nos jogando em solo fértil que poderia ser magistralmente aproveitado se a Nintendo não fosse tão conservadora com o direito de seus produtos: Pokémon precisa ser 100% inocente, o que significa que deve ser feito para crianças, pois são elas quem compram bonecos, itens de decoração e afins (adultos querem saber de jogos). 

Não seria sábio, financeiramente falando, investir num desenho desse tipo por enquanto. Mesmo que a esperança seja a última a morrer, e mesmo que os interesses por trás dessa série sejam de ganho comercial, foi um ótimo presente de boas-vindas para todo fã que vai migrar pra geração VI, pro universo 3D carregado no bolso. Afinal de contas, depois de todos esses anos, era o mínimo que poderiam proporcionar pra gente. 


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