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Resenha: Days are Gone - Haim


Estava relutante em ouvir as meninas bonitas da banda Haim. Por quê? Porque estava morrendo de medo de que o álbum fosse piegas, remake dos Hanson (comparação é meio inevitável). Eis que enfrento meu preconceito e me deparo com Days Are Gone, um dos álbuns mais legais de 2013. Vou contar por que me surpreendi com o som de Este, Danielle e Alana!


É um indie pop com força a la Stevie Nicks, e muita atitude do trio de San Fernando. Quando fui procurar a história do Haim, descobri que as maiores influências das garotas são bandas dos anos 70 (isso é perceptível no estilão solto, lembra de hippie a grunge). Não são só três pequenos clones da fase rock da Avril Lavigne. São sinônimo de "música de boa safra".


Resenha: Days Are Gone - Haim

O mais interessante é que incorporaram R&B e o pop 80’s ao som alternativo, e com essa composição trouxeram Days Are Gone, o álbum de estréia. Cada uma das três é boa num instrumento: Este toca guitarra e baixo, Danielle toca guitarra e bateria, e Alana se vira no teclado e percussão. E todas cantam. Receitão hein? Ainda mais tendo Jay-Z como mentor.



O disco foi lançado há pouco tempo, em 30 de setembro. A primeira faixa é o single “Falling” (“Falling, falling, falling...”), com um clipe bem calminho filmado na Califórnia. Senti uma vibe Janet Jackson. É um rock super leve, new wave, uma faixa tão boa de ouvir que acaba tecendo a vontade de seguir o álbum numa sensação de bem-estar.




“Forever”, o primeiro single, segue influenciado pela vibe dos anos 80. A letra é muito fofa e fácil de acompanhar (alerta de grude na cabeça), “Hey you! Remember me? Remember love? Remember trying to stay together?”. Super continuo imaginando o Michael Jackson dos anos 80 cantando essa música. O mais legal é perceber a sincronia e a troca de vozes das meninas. Sintonizadas, dá até medo.



A terceira faixa, “The Wire” é atemporal. É muito animadinha e lembra a onda teen das meninas. Alta influência do Em Vogue. Bem viva essa faixa. O clipe é mais legal ainda, vale conferir.

O CD segue com “If I Could Change Your Mind”, uma música "diva do pop", soul, e extremamente nostálgica. Aqui fica evidente que o trio está seguro com o que apresenta. “Honey & I” segue com a diversão, mantendo o disco audaciosamente delicioso. 



“Don’t Save Me” é aquela que determina: que música das boas que essas meninas fazem, cara! Que letra leve e ritmo divertido sem apelação é esse? Sério, até aqui já me apaixonei.  Imagina ouvir esse CD naquele dia de sol num trânsito interminável? Relaxa, certeza! 

“Days Are Gone” é harmoniosa e mantém a qualidade — não tem muita coisa nova nessa faixa. O refrão é admirável ("Days are gone, all my love that I can´t hide, all my love now you can´t find it..."). “My Song 5” é bem R&B e particularmente não me animou muito, mas tem uma ótima estrutura. “Go Slow” faz o que o título pede, “vai devagar”, diminui o ritmo mais ainda do álbum (que em nenhum momento fica rock pesado). Não é uma faixa que me chamou atenção também, porém explora bem os vocais.

“Let Me Go” segue essa linha e é bem baixinha até atingir o primeiro minuto, daí fica agitada. Acredito que Jennifer Lopez ou Alicia Keys teriam essa faixa fácil em seus repertórios e as meninas do Haim a entregam de boa, com segurança total. A última faixa, “Running If You Call My Name” é mais gostosa pelo ritmo e instrumentos (os backing vocals são ótimos também).


Resenha: Days Are Gone - Haim

“Better Off” e “Send Me Down” estão presentes no segundo CD que aparece na edição Deluxe do álbum. “Better Off” é despreocupada com instrumentos, o foco é a harmonia entre os vocais, que é claro, não decepciona. “Send Me Down” tem um começo fantástico e depois segue o ritmo do álbum, leve e despreocupada.

NOTA FINAL: Cheio de ecos, vozes bonitas, harmonia perfeita, habilidades de primeira com instrumentos e um visual marcante — que lembra os Hanson misturados à Avril Lavigne de antes, com ritmo de Olivia Newton-John —, o Haim chega exatamente a compor. É promessa de música boa, o que é cumprido muito bem. Só não espere nada que faça o chão tremer, e as canções podem ficar com ritmo repetitivo.

O objetivo é diferente do de muita estrela teen hoje em dia: não há preocupação sexual e sim romântica (demais até) e divertir com leveza e jovialidade. Quem não curte rock leve, vai passar longe. A proposta do Haim é ser jovem sem peso, e claro, nós adoramos essa proposta!


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