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Drinking Buddies (2013)

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Realidade e romance!
Outro filme que vai passar despercebido pra maioria é Drinking Buddies, que fala de amigos de trabalho (um homem e uma mulher) que são muito parecidos em tudo. Por trabalharem juntos numa cervejaria (ele na produção, ela na venda), criam uma rotina diária: almoçar juntos, beber cerveja juntos, fumar juntos, beber mais cerveja juntos, jogar sinuca juntos e beber ainda mais cerveja juntos.

prós +cerveja  +friendzone  +indie  +drama leve  +playlist  +vida real  +fogueira  +final inesperado 
contras -kendrick se dedica pouco 


Olivia Wilde (Tron: o Legado) é Kate Jake Johnson (New Girl) é Luke Anna Kendrick (A Escolha Perfeita) é Jill Ron Livingston (Invocação do Mal) é Chris


sobre o filme Na festa de aniversário da empresa, Kate leva seu namorado, Chris, para conhecer seu melhor amigo (Luke) e os parceiros de trabalho. Daí, Chris oferece a casa de praia/floresta para um encontro duplo durante o final de semana, pedindo para que Luke leve a namorada, Jill. Como eu disse, Kate e Luke são idênticos em personalidade, enquanto seus pares românticos são opostos (mas apostos entre si).

O ambiente fica divido na casa: Chris e Jill preferem fazer a maior parte das coisas juntos, enquanto Kate e Luke só querem beber cerveja. A graça do filme é que essa atitude não é suspeita por ninguém, já que todos estão dentro de relacionamentos em que confiam uns nos outros. Por isso, especular puladas de cerca, apesar de normal, não é o que acontece aqui.


Depois desse final de semana, tudo muda pra Kate, em como ela se enxerga, e sempre com a mão-guia do melhor amigo, que transita entre parecer um irmão que ela nunca teve e o namorado ideal pra uma vida que ela não leva. Drinking Buddies questiona os limites da friendzone e faz a pergunta que todo mundo adora responder sem analisar: homens e mulheres podem ser apenas amigos?

Olivia Wilde ganha muito destaque com a atuação esplêndida, acompanhada por um Jake Johnson que nunca vi igual (e tããão charmoso com barba). Eles têm química e deixam suas personagens consistentes, charmosas. Anna Kendrick, apesar de achá-la boa atriz, teve um papel muito raso, uma atuação monótona e cafona. Outro ponto alto (além da quantidade absurda de cerveja) é a trilha sonora que aguça o clima “drama gostoso”, com cinegrafia “indie” (aquelas câmeras que não são estáticas) que ilustra o poder da rotina de um ser humano “comum”.

Os diálogos não parecem seguir roteiro, fluindo naturalmente, dando a sensação de que pegaram a vida dessas personagens no mundo real, como se fosse um documentário (só que muito mais bonito, claro). Vai agradar pessoas que passam por situação parecida, que desejam o amigo/namorado perfeito ou que adoram analisar os dilemas e comportamento humanos no dia-a-dia. Cara de sábado ao anoitecer, entrou pros meus favoritos sem piscar.


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