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Invocação do Mal (2013)

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Mediunidade à flor da pele!
Espíritos? Tô dentro! Filmes de terror desse gênero geralmente são óbvios: câmeras lentas que aceleram pra dar um susto com um rosto feio no espelho, muito barulho desnecessário, enredo comum e final duvidoso. Espere essas coisas com um pouco mais de contexto e atuações sinceras: Invocação do Mal ou The Conjuring, no original, mostra o poder que os atores têm de mudar tudo.

O que me fez gostar bastante de Invocação do Mal foi o foco: apesar de estarmos lidando com espíritos/demônios/seilá, os mais afetados são os humanos. Mesmo que o casal Warren seja especialista em desvendar mistérios sobrenaturais, são pessoas cheias de empatia, pois também sofrem com toda a bagunça. A merda é que na casa da família Perron, o caso é mais complicado, tem algo muito mais forte dominando a situação.

Olha pra trás, colega

O suspense é melhor que os sustos, mas nada supera a atuação de Vera Farmiga como Lorraine Warren — sensitiva e mãe — e da menina que interpreta Christine, uma das filhas da família-vítima, Joey King. Elas conseguem tirar a superficialidade do enredo previsível com um drama honesto, quebrando a barreira que separa o filme do telespectador. Isso é ótimo, porque na introdução do longa, diz ser baseado em fatos reais, no caso mais aterrador dos, Warren que ficou fechado a sete chaves.

Além disso, tenho pouco a acrescentar: é ame ou odeie. Inegável é que todos vão apreciar a interpretação feroz de Vera e admirá-la instantaneamente: não deixa reações escaparem. Seus choros são de verdade, sua preocupação é tangível e seus sorrisos são reconfortantes. Apesar da história interessante, The Conjuring não se sustentaria sem isso. 

Mesmo assim, vale a pena parar ver. De noite. No escuro.


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