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Namoro não muda nada em nossas vidas?

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Cada um tem sua própria necessidade de companhia: pra alguns, ter namorado é essencial pra cobrir uma parte da vida. Pra outros (que saíram da Matrix), não passa de um status superestimado pra mascarar problemas de autoestima e carência, se contentando em manter relacionamentos significativos, mas sem demarcações públicas, sem necessidade de provas ou exibicionismo. E você? Acha que namorar muda alguma coisa?

Estamos carecas de saber que a sociedade desenvolveu esse vício, junto com as fotos do Instagram e mudanças de situação conjugal do Facebook, em que as pessoas só querem dizer que namoram porque é legal — segundo muitas, ainda faz o número de novos pretendentes dobrar. O que a gente procura quando corre atrás de namorado? Carinho? Objetivo? Antídoto mágico pra curar solidão? Ou distração pro real medo de que vamos morrer sozinhos se continuarmos com nossa lista de exigências muito alta?


Imagem: aphelis.net

Medo vem da inegável verdade de que anos estão passando, que aparência vai deixar de ser uma vantagem, e será cada vez mais difícil encontrar alguém disposto a se relacionar seriamente (vai estar todo mundo comprometido). Seus amigos vão desaparecendo aos poucos (porque têm o mesmo medo que você) e a busca por intimidade (compartilhar carinho) vira obsessão: "se não arranjar ninguém até os 30, vou morrer sozinho!"

Então, sim, namorar é uma dádiva quando apoiado sobre sentimentos sinceros, não ostentação ou medo. Na real, se não lidar com suas próprias inseguranças, jamais vai conseguir acompanhar o crescimento de um amor sincero, tendo milhões de casos quebrados, de "e se eu tivesse feito isso/aquilo". É certeza de que isso muda sua rotina por inteiro, manipula todo seu futuro. Não tem como passar por isso sem aprender lições valiosas pra aplicar a todo tipo de envolvimento com outras pessoas. 

Porém, enquanto alguns nasceram pra dividir, outros se dão muito melhor sozinhos, sem as normas ou etiquetamentos. Olha o exemplo aí embaixo:



Como tô falando há um bom tempo, terminei meu namoro em outubro — e fiquei bem com isso! Antes de receber o pedido, namorar era tudo que eu e meus amigos queríamos. Reprises dos Blu-ray de Amizade Colorida e Sexo Sem Compromisso nos educaram pra entender que romances são partes essenciais de nossa existência, já que parecem tornar tudo uma comédia romântica (ocasionalmente) dramática, que no fim só sobrarão risadas e uma trilha sonora pop.

Caô. 

Assim que comecei a namorar o cara dos meus sonhos, percebi que é muito mais do que encontrar a outra metade e esperar que as coisas funcionem: manter uma relação saudável é trabalhoso, exige esforço e alguns sacrifícios. Percebi que o amava muito, mas por ter muitas dificuldades de me entregar, de ser parte do outro, encolhi minhas bolas e passei a achar namoro uma furada. Mesmo assim, por gostar, fiquei disposto a meter a cara.


Imagem: cutegaycouples.tumblr.com

Quando terminamos por causa da distância, saí com um suspiro de alívio: não sou do tipo que namora porque não consigo mais acreditar que minha felicidade esteja em alguém que vai me salvar numa Harley-Davidson. Na linha clichê de pensamento, entendi que sou meu único salvador, meu melhor amante (oh, hands) e que, ocasionalmente, vou precisar de outra pessoa pra me dar o cafuné que odeio, mas sem anel no dedo (ou dedo no anel) ou demonstrações gigantes de afeto.

Pra mim, namoro muda muita coisa. Por ser individualista e emocionalmente chato, pra pior. Ainda deixa mais pobre... 

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