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Resenha: Avril Lavigne - Avril Lavigne

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Em 2002, o mundo se encantou com Let Go, primeiro álbum de Avril Lavigne. O estilo desleixado de “Complicated” marcou aquela geração. Em Under My Skin, de 2004, Avril fica mais pop, deixando o rock fora dos últimos álbuns, The Best Damn Thing e Goodbye Lullaby. Agora parece que a loirinha cheia de formol está de volta com um disco homônimo, exaltando juventude.

Avril retorna de onde parou, na mistura criticada de pop e rock. Por mais que fãs reclamem, pelo menos segue com o vocal bacana e músicas vibrantes, na tentativa de retomar o rock que um dia Avril pareceu ter esquecido. Goodbye Lullaby foi tão meloso e “ok” que quase ficamos sem a agitação da cantora de “He Wasn’t”. E a proposta do Avril Lavigne é mostrar que a canadense ainda sabe fazer música.





Rock ‘n Roll” abre a obra sem medo de apresentar o contexto do rock. A letra é bem comercial, nada muito novo, mas é agradável. Curioso Avril não querer crescer, porque ela continua com quase a mesma imagem de Let Go (exceto as mechas coloridas).





O clima high school de “Complicated” chega com uma nova roupagem em “Here’s to Never Growing Up”: a letra é maravilhosa (“they say just grow up but they don’t know us”). Coisas de Chad Kroeger, do Nickelback, marido da moça. O clipe tem um clima de baile de formatura, que a própria Avril disse ter faltado no dela, meio veraneio. Uma das queridinhas do álbum.

17” ainda é cheia de referências à adolescência (os quase trinta anos da Avril devem ser apenas físicos). A letra é muito boa e a estrutura animada, meio dance soft, é favorável. Em seguida vem “Bitchin’ Summer”, falando como verão é bom. Começa calminha e depois fica agitada. Tem algo Alanis Morissette nessa faixa. É um perfeito prenúncio de “Let Me Go”, onde a participação de Chad faz toda diferença.





O som de “Let Me Go” tem quase a mesma estrutura de uma música do Nickelback. A letra é maravilhosa e Avril realmente caprichou no vocal da faixa. É marcante, com piano, num dueto inesquecível. Fala sobre desamores e toda aquela história de corações partidos. Ótima!

O ritmo continua leve em “Give You What You Like”, balada quietinha, que some facilmente quando “Bad Girl” começa, o tal dueto com o lendário Marylin Manson. É simplesmente uma das melhores músicas dela, o rock tá totalmente presente. Nunca imaginei que a Avril de hoje ficaria perfeita com a companhia de Manson! Que parceria de outro mundo! Essa música precisa ser single pra ontem!

Na polaridade de “Bad Girl” vem a kawaii Hello Kitty”, pop chicletão onde Avril fala sobre coisas fofas em uma letrinha divertida — e repito, extremamente pop chicletão. Não tem novidade aqui, mas mantém o nível do disco. No álbum anterior, ouvi uma Avril insegura, mas aqui escuto uma garota segura do que está fazendo e tenho certeza que “You Ain’t Seen Nothin’ Yet” é uma faixa ótima. “Slippin’ on Sunshine” segue a animação, música pra ouvir no trânsito caótico e dar um pique.



Na faixa seguinte, “Hello Heartache”, vem chorinho meio Florence + the Machine, mas logo Avril volta, mais uma vez segura com sua voz. Fala sobre corações partidos (nunca é demais) e nossa vontade de superá-los. “Falling Fast” faz cair o ritmo, uma daquelas faixas finais que ficam na cabeça por dias e pode virar tema romântico de novela. O CD fecha com “Hush Hush”, final perfeito pois o piano dá todo tom (daquelas tipo “Keep Holdin’ On” ou “I’m With You”).

NOTA FINAL: Os discos dela seguem a mesma estrutura: festa, romance, coração quebrado e baladinha final. É isso que Avril Lavigne traz pra gente. Dessa vez, ela está quase em seus 30 e ainda é uma menina de 17 anos, tirando onda da própria imagem, brincando de ser ela mesma, divertindo fãs. Todo mundo já cantarolou algum de seus hits uma vez na vida e devemos aprender com Lavigne que não tem nada melhor do que seguir a vida com sorrisos e abraçar a juventude nos dias tediosos. Então um brinde a quem nunca vai crescer!




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