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Casal, pum na cama e necessidades básicas

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Acontece até com Carrie Bradshaw de Sex and the City. Pessoas soltam pum quando seus corpos relaxam, dormindo, ou numa crise de riso quando o gaszinho repelente foge com estouro de balão. Esconder a cara de vergonha? E se o parceiro for a bunda frouxa? Sair correndo que nem desesperado? Relaxa. Pum na cama é normal. O resto pode ser evitado.

Como falei naquele texto sobre cocô, existem assuntos e assuntos, momentos e momentos. Cada um possui sua devida finalidade e instante ideal pra ser discutido. Uma coisa que não consigo engolir em casais é a intimidade de escovar os dentes enquanto uma das pessoas tá fazendo caquinha. Primeiro que fazer cocô é um momento muito pessoal, com seu interior, conversando numa harmonia quase sempre perfeita. Segundo que, como falei aqui, sob minha perspectiva, contribui pra tirar um pouco do romantismo sonhador da relação.


Imagem: stayonfountain.com

Não somos robôs. Até mesmo aquele gostosão ou a menina elegantérrima soltam pum, fazem xixi na cueca/calcinha quando bebem demais e vez ou outra têm diarreia. Até deixam de lavar as mãos depois de dar descarga — chegando até a esquecer de fazê-lo! Mas esse tipo de intimidade é muito esquisita pra minha cabeça, principalmente pra respirar num ambiente onde os gases podem ser tóxicos. 

Sabe outro ponto curioso? Todo casal que divide o banheiro na hora do cocô ou que brinca pra saber qual pum é o mais fedorento, pelo menos os que conheço, são os mais felizes. São mais amigos, sabe? Coisa de parceiro mesmo, de saber brincar, de não se levarem tão a sério e de evitarem mesquinharia — o que, consequentemente, afasta brigas superficiais. Até porque a gente não compartilha esses momentos de necessidade básica com qualquer pessoa: é necessário confiança. Muita.


Imagem: hdwallon.blogspot.com

Não é sinônimo de que para a relação dar certo você precisa cagar de porta aberta ou peidar à mesa de jantar, mas que se escapar um punzinho de manhã, uma melequinha escorrendo do nariz, ou quando esquece de trancar a porta e é flagrado passando fax pra Jesus, não é o fim do mundo! Já saí com um cara que peidava na cama, tipo, a cada cinco minutos. Dei porrada e mandei fechar o buraco. Levei na brincadeira porque não deixaria aquele mané incrível por causa dos gases matinais. Mas também não ia aceitar toxinas da mesma maneira que não aceito cigarros.

Evite, claro. Não é por puro condicionamento educacional, mas porque ninguém é obrigado, né? Tá se doendo pra assoprar por baixo? Dá uma voltinha no banheiro, vai pegar um suco na cozinha (cuidado pro parceiro não vir por trás e você peidar no momento errado, imagina) e pregue essa filosofia: precisou, vai passear. Todo mundo peida, faz cocô e já mijou na cama pelo menos uma vez na vida. E quem merece estar contigo jamais vai te odiar por causa disso.


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