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Quero achar minha tribo

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Onde encontrar meus iguais?
Foi só em American Horror Story: Coven que "descobri" o nome para algo que eu vinha procurando desde que minha existência social começou: uma tribo. Me sentir sozinho entre os meus amigos, desejando encontrar pessoas mais parecidas, soava como futilidade. Porém, existe uma diferença enorme entre alguém que você ama muito, mas que talvez não te compreenda, e alguém onde isso ocorre naturalmente.

Por coincidência, quando comecei a escrever o primeiro rascunho desse texto, fui buscar na internet outras perspectivas sobre o mesmo assunto pra entender melhor, porque mesmo cheio de gente que troca carinho e confiança comigo, ainda quero mais. Esbarrei no incrível post da Rosana Hermann onde ela fala "mas tem uma categoria faltando em minha vida: os meus iguais, os que me compreendem porque são como eu sou. É diferente de ter amigos que gostam ou admiram você, mas não entendem nada do que você diz." Ela sintetizou tudo que venho sentindo, só que nunca soube verbalizar.


Imagem: flickr.com/photos/-justlikehoney

É essa a sensação que tenho, de ser o único na Terra a falar um idioma alienígena. O que é cansativo e pode gerar desgosto social, pois a gente cansa de ter de explicar tudo que sente, de dar satisfações, de apontar algo que você, uma vez na vida, gostaria que as pessoas vissem de forma natural. Às vezes numa piada, às vezes pra encontrar poesia em coisas patéticas do cotidiano. Ou até pra discutir política! Sem querer, isso é interpretado como drama, "reclamar de barriga cheia" ou até depressão.

Buscar uma tribo não desmerece o papel de amigo nenhum. É um desejo além do superficial, uma condição de espécie (afinal somos animais de convívio social) onde o trunfo maior é, certamente, a comunicação natural sem dubiedades, aquela sintonia mágica, ter aquele grupo de pouquíssimas pessoas onde você pode ligar e perguntar "qual a boa de hoje?" sem esperar respostas que não tenham nada a ver com quem você é ou com o que gostaria mesmo de fazer. Gente que te compreende por ser igual não só em um ou dois aspectos, mas quase por inteiro.


Imagem sem autor :(

Rodei de grupos a grupos, do colégio à faculdade. Era muito nerd pra ser amigo dos peladeiros, muito intenso pra ser amigo dos nerds, virgem demais pra ser amigo dos safados mas veado demais pra ser amigo dos tapados. Nem o "nicho" de minha sexualidade virou minha casa: dentro do mainstream gay, tô completamente por fora. Mas sou "fresco" demais pra andar com o arquétipo heterossexual. Ou seja, sempre fiquei no meio do caminho, aproveitando um momento aqui, outro ali. 

Esse vácuo, esse sentimento de deslocamento, sentia até com meus melhores amigos, mas numa intensidade menor — quando mais novos. Depois de velhos, com personalidades afiadas e rotinas esdruxulamente diferentes, a sensação se intensificou e deixou a única questão sem resposta: onde está minha tribo? Onde estão esses que se parecem comigo num sonho tão utópico? Por aí. Se eu tiver sorte, estarão procurando por mim também.

Assista meu vídeo "Cadê minha tribo?" no YouTube ou no player abaixo:



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Me chamo Enrique "Sem H" Coimbra e além de ser criador do Discípulos de Peter Pan, sou YouTuber no canal enriquesemh e lancei três livros, que podem ser comprados neste link, tanto em versões digitais quanto físicas. Aproveite para curtir minha fanpage, se inscrever no meu canal, me seguir para receber novidades no Twitter (@enriquesemh), no Instagram (@coimbraenrique), e curtir a fanpage do DDPP! Ah, também estou no Tumblr! Para ler mais sobre mim, acesse minha biografia!

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