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Voto de castidade ou abstinência sexual?

castidade

O que diferencia o nome dado pra quem escolhe não transar (ou deixar de praticar certos modos de sexo) é a razão que o move: promessa ou necessidade? A culpa de que sexo é errado ou promíscuo, foi enraizado na cultura humana por religiões conservadoras (e bastante hipócritas) enraizadas na cultura, e a busca pelo Paraíso excluiu sexo "livre" do menu. Outros não precisam de filosofias: apenas não querem.


Conversando sobre um episódio 9ª temporada de Supernatural (assisto por obrigação, depois de 10 anos não dá pra largar), onde há críticas obscenas contra quem escolhe não transar por ideais religiosos, me perguntei se a agressividade ao caracterizar personagens "castos" como estúpidos, superficiais ou repulsivos era mesmo necessária. Sei que existem os desse tipo, e sei que é difícil imaginar alguém que escolha viver sem sexo (por religião ou não) mas esses exemplos existem. E estão sendo virgens (ou revirginados) por aí.


Imagem: flickr.com/photos/flexy_me

Digo porque, depois de dez anos me envolvendo com pessoas, praticando um sexo totalmente inesperado, percebo que perdi grande parte da vontade de me envolver — que antes era pouca, mas o suficiente pra me colocar na rua. Com a preguiça de desenvolver relacionamentos (mesmo os de uma noite, que abomino pela obviedade), veio a vontade de não abaixar as calças. Ou beijar na boca. Não é por religião ou trauma. É por tédio. Mas não pode ser definida como estado permanente, já que a portinha fechada sempre pode abrir de novo.

Por esse ponto, dá pra compreender melhor que a falta de apetite sexual (beijos incluídos) pode partir de livre e espontânea vontade. Talvez não da noite pro dia, mas de circunstâncias químicas (como hormônios) e/ou psicológicas (traumas, monotonia). Daí duvidam que uma simples promessa pode soar falsa, perigosa e estética, já que sexo é natural de quase todos os seres vivos, principalmente na cultura humana, que venera a esburacação alheia.

O que dá pra concluir é que quando a escolha não visa impressionar família, respeitar dogmas da igreja/culto/seita, servindo apenas como máscara para uma tortura interna — e muita punheta no xVideos —, decidir por não paquerar, desabotoar a camisa, puxar a cueca pelas pernas e se apoiar onde der pra ter aquela vibe é normal e benéfico, pois estará obedecendo ao estado atual de seu corpo: de calmaria, que pode ou não vir acompanhada de masturbação ou outras formas de produzir prazer.


Imagem: flickr.com/photos/flexy_me

Quando renegamos a vontade sincera, ela passa a nos dominar. Tudo que a gente reprime estoura pra algum lado, tomando por completo um aspecto de nossa personalidade — a sombra. Gente que reprime a própria experiência sexual por medo ou vergonha, pode desenvolver problemas psicológicos sérios, indo de pensamentos/devaneios sexuais consecutivos a abusos, ou, depois de algumas bebidas, quando o consciente morre e o subconsciente controla, transar sem camisinha com metade do time do Flamengo e não se lembrar de nada além de ardência muito mal localizada.

Seja honesto com você. Seu sexo é problema teu, de mais ninguém. Apenas faça com segurança (emocional e física), com gente que acrescenta (ou mate a vontade sem dar problema depois, pra nenhum dos dois/três/quatro/cinco...). Só você sabe lidar com seu corpo e mente. Só você sabe o que te faz bem.


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