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Como gostar do verão?

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Ou pelo menos aturar o calor!
Ninguém vai gostar do verão de uma hora pra outra se a vontade de aproveitar tudo não for sincera. Eu, que odiava calor do Sol, percebi que se fosse esperar o clima esfriar no outono, perderia mais de 3 meses da minha vida. Mesmo me escondendo em casa, o calor me perseguiria, então por que não abrir os braços pra estação mais brasileira?

1. SE TORNE O PREDADOR
Sempre gostei de ser pálido. Especialmente por usar roupas pretas: ter pele de defunto contrastava com a escuridão numa ótima investida iconográfica de como me olhava no espelho. Só que verão chegou. Méééé. Colocar o pé pra fora é beijar um dragão na boca, o bafo fervente derretendo nossa pele. Até mesmo em casa, com ou sem ar-condicionado, você vai virar amoeba. 

Então decidi caçar quem me caçava. Em vez de ser a vítima do verão, virei o caçador: corri atrás do Sol. Reparei, inclusive, que toda vez que marcava praia com amigos, o filho da mãe se escondia em nuvens nubladas e fazia chover. Ou seja, a partir do momento que você deseja que ele apareça, o safado vai fazer o oposto. Psicologia reversa funciona até com forças da natureza...

Imagem: flickr.com/photos/hmoong

2. PRAIA? BICICLETA? COMO FUGIR DO CALOR?
Tire da cabeça a ideia de "fugir do calor". Ele tem que fugir de você! Pra dias tão quentes como nessas últimas semanas, com termômetros a mais de 40ºc, a melhor opção é praia. Nada de trilha, nada de caminhadas, pois os riscos de insolação são altíssimos. Não se limite à luz do dia! Aproveite a noite pra acampar (futuros posts serão sobre isso), nem que seja no quintal ou varanda!

Escolher a praia ideal pode ser um pesadelo, ainda mais no início do ano, quando tá todo mundo de férias entupindo as areias. Por isso, se mora no Rio, existem praia bem mais vazias. Algumas são: Prainha, Grumari, Perigoso, e outras acessíveis por trilhas ou carro apenas. Se quiser chegar na Prainha, vai ter de subir e descer morro a pé, chamar táxi, ou pedir pro papai do amigo rico levar, porque ônibus não passam por lá.


Localizada no Recreio dos Bandeirantes, a Prainha é minha preferida por ser mais acessível (a do Perigoso precisa de trilha de 40 minutos), por ter gente educada que suja bem menos a orla, por ter surfistas gatíssimos, rochas que dão sombras incríveis e movimento bem inferior ao de praias como Copacabana ou Ipanema (que deus me livre). 

Se não curtir praia, pode passear na rua atrás de sorvete, pedir milk-shake no Bob's, dar voltinhas de bicicleta no parque (em algumas semanas falarei dos parques) e tal, atividades ao ar livre mesmo. Se não for perto da água, melhor não ficar debaixo do Sol.

Imagem: sofuckingepic.com

3. QUANTO MENOS COISAS, MELHOR
Como não tenho carro — muito menos alguém pra me levar —, costumo pedir carona. Por ser uma temporada movimentada, o risco de sequestros é baixo (risos), geralmente carros de família te oferecem uma voltinha. Na volta, pode vir com um surfista saradão. Dificilmente vão abrir a porta se você tiver muitas tranqueiras nas costas ou estiver acompanhado. E aparência conta, tá? Não é sobre ser bonito ou feio, mas de estar limpinho, cheiroso e não parecer homicida.

Na bolsa, o essencial, até pra não temer assaltos se for andando (Prainha é tranquilo, mas tudo é possível):

- protetor solar (quanto mais alto o FPS, maior a proteção)
- água (mesmo que vá comprar pelos quiosques)
- celular (vou sem, joguei o meu fora)
- biscoitinho leve pra enganar o estômago
- cartão RioCard (Bilhete Único Carioca) pra passagem, ao invés de dinheiro
- trocadinhos pra água extra

Imagem: beaverbrook.com

Pronto pra carona, com a playlist ideal e blindado contra assaltos, é só respirar fundo e encarar a estação como aventura. Se não pode vencê-los, junte-se a eles. Não me arrependo de ter mudado minha cabeça sobre o verão: tô fazendo ótimas memórias, vivendo! Em breve, posts sobre acampamentos, fogueira e mais praia, num projeto chamado Melhor Verão da Minha Vida!

Vem comigo!

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