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Como Mudar a Casa Gastando Pouco, pt. 1: a casa perfeita

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Por razões financeiras, tivemos de mudar para um sub-bairro com gente sem educação, porca, que só sabia gritar. Pra piorar, além de não ser asfaltada, a rua sem saída guardava uma casa sem personalidade, como as vizinhas, com muros no tijolo puro e paredes sem massa corrida. Odiei minha casa por anos, até me sentir incomodado o suficiente pra mudar o que pudesse.

Raiva era ingrediente na rotina aqui. Primeiro porque meu pai era um canalha. Segundo porque minha mãe, a pessoa que mais admiro, se mudou para um buraco feio na periferia. Não somos ricos nem chegamos perto de classe média, então não tínhamos como contratar pedreiros, pintores ou marceneiros pra melhorar a aparência do sobradinho, que só depois de 4 anos recebeu a primeira demão de massa, na sala, por mim (que trabalho). 



Mesmo que tivéssemos um leve capricho, eu não conseguia não sentir vergonha por minha condição financeira e, pior, por sobreviver com minha família naquele lugar feio. Se não nos importávamos com o estado do "lar", que tipo de humanos éramos? Tínhamos virado bichos? Estava revoltado e só soube reclamar até a ficha cair: nada mudaria se eu não mudasse.

Além dos processos psicológicos pra amar mais a mim, minha família e ter orgulho de nossa situação — minha mãe era empregada doméstica, não traficante —, fiz um trato com ela pra iniciarmos "a casa que merecíamos viver". Nada de luxos. Ficar na miséria foi bom por causa disso, deixei de querer ostentar. Entendi que dinheiro vinha com sacrifício, especialmente se você tinha de sustentar outras pessoas, e que o importante numa casa era o convívio somado a um ambiente onde você colocasse a cabeça no travesseiro e dissesse: "me sinto seguro e feliz aqui, essa casa fala por nós".


Meu quarto: fiz quase TUDO

Antes de começar esse guia, queria te contar minha história. Me toquei que "a casa perfeita" é constituída de sensações, não de mobílias assinadas. Tem gente podre de rica que chora de solidão. Tem gente pobre que sorri o dia todo. Felicidade vem da observação de você com os arredores, do quanto se permite. Ao buscar essas mudanças gastando pouquíssimo dinheiro, corra atrás do que expressa personalidade, não do que causaria inveja nos teus amigos.

Falando neles, não deixe de convidá-los por achar que te chamarão de pobre, desleixado ou filhinho de papai por dentro. Se fizerem isso, não são as pessoas certas, porque amigo quer estar contigo, não (só) com as coisas que você tem ("só" porque todo mundo ama meu tapete, vêm pra cá abusar do meu filhotinho). Com isso claro, dou dada largada para te mostrar como mudar seu ambiente do nível emocional ao físico. Hoje nossa situação financeira e emocional tá melhor, mas a lição jamais será esquecida:

Se quer e pode fazer, faça! Mas faça com amor, porque dá vontade de desistir várias vezes! 

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