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Dois Mundos, Uma Paixão - Pedro Xavier | LIVRO GRATUITO

dois+mundos+uma+paixão

A pior parte de resenhar é você encontrar uma história com potencial, mas que falha em diversos aspectos — e ter de publicar sobre isso. Dois Mundos, Uma Paixão é o primeiro livro da série Dois Mundos, de Pedro Xavier (português, que nem o Joel) e baixei de graça na Amazon (saiba como aqui). Apesar do enredo interessante, é raso e inocente demais.


prós +lgbt  +fantasia  +aliens  +dimensões paralelas 
contras -superficial  -repetitivo  -imaturo  


sinopse Dois Mundos, Uma Paixão, de Pedro Xavier, é o livro um da série Dois Mundos, que conta a história do romance e aventuras de Pedro e Davis, rapazes separados por dois mundos que se encontram para combater o mal e defender o amor. Esta é a obra de estréia de Pedro Xavier, um jovem autor, cheio de criatividade e imaginação, natural do Alentejo e amante da natureza.











resenha Baixei o livro por misturar elementos fantasiosos com o relacionamento entre dois meninos, o que a gente não vê todo dia devido a escassez da “categoria” sexual. Só que já no Capítulo 1, encontrei um monte de lugares-comuns, clichês do gênero que me fizeram deixar pra ler o livro meses depois de ter baixado. Achei que fosse preconceito com o gênero fantasia e me obriguei a terminar.

Sobre o preconceito da fantasia, que bom que superei: a história é interessante, oferece o que poderiam ser bons pontos de reflexão social com capacidade para ser oitenta vezes mais empolgante, mas não sai do estágio inicial. É o caso de boa trama com inexperiência técnica. Não sei se esse é o primeiro livro de Pedro (que tem o mesmo nome que o protagonista do livro), mas é essa a impressão que passa. 

Quando Pedro (personagem) chega no mundo novo, logo se envolve com Davis e, em uma semana, nutrem um amor difícil de acreditar. Claro que paixão à primeira vista existe, da mesma forma de quando sentimos aquela conexão insana com alguém da noite pro dia, mas o problema aqui não é esse, e sim o comportamento dos amantes. Agem como crianças de doze anos, com frases fofas e brincadeirinhas de casal que não condizem com o mundo pós-guerra em que vivem. 

Falando de contextualização, algumas atitudes de Pedro e John (seu “mentor”) não têm cabimento. Olha só, ambos fazem parte desse grupo que viaja entre os mundos e tempos para analisarem comportamentos sociais e biológicos. É de se esperar que essa “força-tarefa” tenha o mínimo de treinamento ou instruções claras quanto à forma de se envolverem, mas ambos são muito frágeis, sentimentais e facilmente modificáveis pelo ambiente ao redor. Não colou. 

Apesar da personalidade de Pedro ser tangível (e talvez a mais acreditável de todo o livro), a personalidade de outras personagens me irritou vez ou outra. Era a forma da narrativa, a maneira com que Pedro (personagem) as descreve (tudo em primeira pessoa) de forma sintética, sem envolver ou nos permitir criar raízes além de simpatia. Os diálogos são previsíveis e tá tudo abarrotado de arquétipos comportamentais, deixando de lado uma história que poderia ganhar vida própria, um universo expandido com potencial de se auto-cultivar.

Outros detalhes técnicos, como repetições exageradas de termos ou palavras e pleonasmos pouco estéticos, também poderiam ter sido moderados. É uma obra interessante, mas cai na mesmice do gênero (pra crianças, não adultos) e não evolui. Vou ler o segundo livro, Dois Mundos, Um Destino, pra ver se tanto Pedro-autor quanto Pedro-personagem amadurecem, porque é uma boa ideia. Tem sensibilidade pra envolver dois caras como protagonistas, mas que morre na praia. 






Aproveita!

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