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Elysium (2013)

Tem Wagner Moura!
Dentro de um contexto político, Elysium tinha muito a ser explorado. Nos primeiros trinta minutos, achei que o rumo desse filme de ação seria diferente dos irmãos: que teria mais discussões acerca de comportamento e lições de moral humana do que efeitos especiais. Me enganei bastante, em todos os aspectos.

prós +futurista  +sociedade 
contras -lento  -pouco imersivo  -sem graça

Matt Damon como Max Wagner Moura como Spider Jodie Foster como Chefe de Defesa Alice Braga como Frey


sobre o filme Afirmo que é um filme pra tentar levantar adrenalina da cadeira, mas não produz cenas tão empolgantes. O slowmotion, a quantidade de tiros ou o estilo hi-tech levado pro campo de batalha, retardam ainda mais qualquer chance do longa se apoiar nisso como ponto forte, seguindo um rumo diferente do que propõe. Com tanto a ser explorado no diálogo de gente com gente, onde a Terra virou o gueto (só mora pobre) e Elysium o novo bairro rico (só que, praticamente, um planeta), preferiram procurar dinheiro.

Max (Matt Damon) trabalha produzindo robôs-policiais numa Terra devastada, controlada por um sistema de inteligência artificial (que por sua vez é controlada pelos ricos que moram em Elysium). A rotina é dura e conseguir dinheiro com crime é um passado que tenta esquecer, mas um acidente o deixa exposto à radiação, sobrando 5 dias contados de vida. 



Numa atitude desesperada, tenta acessar o chacal Spider (Wagner Moura) pra levá-lo a um dos postos de atendimento de Elysium, que curam quaisquer doenças, mas que são proibidas aos cidadãos da Terra. Nisso, se envolve no sequestro do presidente das empresas de segurança desse universo e passa a carregar no próprio cérebro as informações pra libertar o povo da Terra e destronar a elite feiosa.

O que eu tava falando de seguir por um roteiro previsível e cheio de ação é que eles tinham tanto pra explorar no quesito "convivência", na criação de normas de um universo de ficção científica que poderia torná-lo um filme clássico, deram a entender que o fariam e largaram no coito interrompido. O empata-fodismo foi frustrante ao chegar no final e ver que ele é, infelizmente, meia-boca que nem os outros por aí.



O que é um desperdício de elenco, já que Jodie Foster como a chefe de defesa de Elysium está assustadoramente incrível, assim como Alice Braga, que esbanja carisma como Frey — par quase romântico de Max. A animação dos robôs é quase perfeita, mas peca pelo que já falei e uma trilha sonora com impressão de produzida às pressas: sem sal. Nem os efeitos de tiros, naves e afins pularam dos ouvidos pros meus olhos.

Assista se curtir ficção e analogias com a política do mundo real (o que o nosso poderia se tornar), mas não espere significados marcantes ou diretrizes que te farão refletir por dias (como A Viagem fez, mesmo que num campo diferente). Elysium é só mais uma tentativa de vender mais do mesmo.


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