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O que muda no ano novo?


Minha internet não muda, com certeza. Desde antes do Natal e nada de conserto na rede... mas deu pra produzir os posts da semana e te desejar um feliz ano novo! Ah, obrigado, agradeço suas felicitações também ♥ É tão clichê, né? As coisas realmente mudam com a virada do ano? Há um reset psicológico? Um upgrade? Ou não passa de baboseira comercial?

A dois anos atrás, acreditava que a virada era uma desculpa estúpida pra beber e transar de graça. Um carnaval fora de época onde as pessoas tentariam recuperar em 24 horas toda diversão que desperdiçaram ralando a bunda nas ostras pra ganhar dinheiro — ou pra esquecer o pé na bunda definitivo do namoro de 4 anos. Tinha problema em lidar com gente feliz, por isso o réveillon incomodava tanto.

Imagem: cafecomgalo.com.br

Agora é meu feriado favorito. Não costumo sair nem encho a cara, mas ponho as melhores músicas pra tocar e me deixo levar por essa maré de que "tudo será novo". Mesmo que nosso calendário seja só mais um na diversidade cronológica (afinal, pra outras culturas, o ano nem mudou), vivo no Brasil. Vivo onde dia 31 de dezembro espera a morte em festa, cultiva esperança em calcinhas vermelhas e camisas brancas.

Tais mudanças não são baseadas apenas em conceitos esotéricos, de energias em movimento, de se desfazer do velho para novas cargas entrarem. Está na cultura também, não é sobrenatural. Permitir que seu cérebro compreenda que há uma nova etapa, que foi um rito de passagem que nunca irá se repetir (só existe um 2013 pra 2014), talvez possa te oferecer um sentimento incrível: esperança.

Esperança é a maior fraqueza do homem e, satiricamente, sua maior força. Pessoas que sofrem de depressão possuem esperança a níveis muito baixos. Suicidas, então, não veem futuro pra nada. Gente que sorri o dia todo sonha alto e tem motivação pra conseguir o que quiser! Parar de reclamar da algazarra do fim de ano não é concordar com bagunça ou compactuar com comportamentos sexuais do tipo come-come. É não se levar a sério a ponto de ser masoquista.

Imagem: justnickfoster.com

Quando eu era um dos chatonildos da Folhateen, passava a madrugada reclamando dos fogos ou de tudo. Ainda reclamo, porque é chato pra cacete — especialmente pra quem tem cachorro —, mas aproveito a positividade da data pra "zerar" afazeres, culpas, redesenhar objetivos e me dar devidos dias de folga completa, longe de Facebook ou faxina. Sem falar que vejo simpatia em todo lugar!

Estranhos oferecem cerveja, dão carona (não beba e dirija). Desconhecidos desejam "feliz ano novo" com sorrisos bonitinhos e olhos brilhando. Automático? Falso? Tá, pode ser. Mas ainda prefiro isso, essa chama de boa vizinhança, a esconder a mão e virar a cara. Não é o dia 1º que muda sua vida. É você, quando acha necessário. Só que pode ser mais fácil e divertido seguir o bonde, né? Nadando a favor da correnteza.


*se interessar, tem matéria minha no EXTRA sobre a virada sozinho em casa! Vem ler!

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