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Somos o Que Somos (2013)

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Um bom remake!
Chocado não seria a palavra ideal, mas quero usar pra descrever a sensação sem revelar o grande enigma de We Are What We Are, remake filme do mexicano Somo lo Que Hay, de 2010. O clima é tenso e o enredo parece ser óbvio, entregar o jogo nem pela metade, mas é só no final que a gente vê julga rápido demais...

prós +final inesperado  +isolamento  +mistério  +figurino 

Bill Sage (Psicopata Americano) como Frank Parker Ambyr Childers (O Mestre) como Iris Parker Julia Garner (As Vantagens de Ser Invisível) como Rose Parker Michael Parks (Kill Bill) como Doctor Barrow




sobre o filme A mãe das meninas Iris e Rose Parker morre de súbito. Elas se veem obrigadas a cuidar do irmão caçula, Rory, e do pai autoritário e religioso, Frank. A família tem uma tradição e alguns segredos que comemoram por gerações, e isso acaba gerando conflito com as meninas que, sem a mãe, enxergam as coisas diferentes, arrastando as responsabilidades.

Então chega uma tempestade que faz com que os segredos dessa família venham à tona, junto de seus maiores medos, e a história passa a se desenvolver daí. Como disse na introdução, o filme parece entregar os mistérios muito fácil, mas a temática os envolvendo é cativante, curiosa, e a surpresa fica mesmo pro final — DUVIDO você adivinhar como termina!



O elenco é ótimo, mas não cria personagens marcantes, apenas necessários para fazer com que a história evolua bem e chegue ao clímax. A fotografia é apertada, com cores frias e pasteladas, bem bucólico. Em certas horas, temos flashbacks sobre a tradição dessa família, o que ajuda a somar valor à veracidade das ações dos Parker. Vez ou outra, pode parecer lento pra quem não tá acostumado com ângulos de câmera que falam mais que ação, mas vai valer a pena, garanto.

Além de discutir o fanatismo religioso, a inconsistência do culto à divindades abstratas (que podem ser interpretadas da maneira que quisermos) e o isolamento do mundo moderno, busca nova compreensão sobre a verdade individual, sobre o que é certo ou errado, os limites entre pensamentos e ações. E até onde estamos dispostos a ir sem precisar colocar a culpa em alguém. É perturbador e sádico, dependendo do time pra qual estiver torcendo.




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