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Como escrever um livro, parte 1: Desculpas que inventamos

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Tenho uma porrada de amigos que escreve, muitos envolvidos com jornalismo. Outros são de gaveta, postando vez ou outra no Tumblr pra aliviar as costas. Com a proximidade do lançamento do meu livro, Os Hereges de Santa Cruz, esses amigos comentaram que têm ideias para livros, mas que não escrevem por causa disso, disso e daquilo.

Dizer que não temos mais tempo é o novo "não, obrigado". Claro que somos realistas, sabemos que fica complicado administrar as milhares de responsabilidades que recebemos, mas essa desculpa têm sido mais usada que água para nos esquivarmos de compromissos, situações embaraçosas e, especialmente, para dar suporte à preguiça. Porque nunca estamos apenas sem tempo. Estamos cansados demais, doloridos demais ou com cabeças cheias demais.

Imagem: laurentgirard.blogspot.com

se livre das desculpas que dá para si

As pessoas continuarão vivendo tranquilamente se você nunca escrever seu livro, mas e você? Você tem vontade ou necessidade de escrever? A diferença de querer para precisar está aqui e define seu sucesso ou fracasso. As desculpas que inventamos são (a) não tenho tempo e/ou quando chego em casa só quero assistir TV pra relaxar (b) não durmo direito, preciso da minha cama (c) vou comer e depois começo a escrever (d) falta pesquisa para o tema que vou abordar (e) não sei por onde começar. 

Chupa (a) escrever não precisa ser estresse, tem de ser divertido. Se sua mente estiver bagunçada, durma cedo, relaxe, mas estipule um limite para acordar e planejar sua obra (b) regule seu horário de sono e os horários do dia. Rotina bagunçada é que nem armário, dá impressão de nunca ter espaço. Se ajeitar, vai liberar espaço útil (c) Isso se chama procrastinar, quando inventamos desculpas, uma em cima da outra, para adiar tarefas que nos incomodam/tememos (d) por que não começa a pesquisar agora? (e) bullshit.

Além de não ficarmos mais jovens, livros demoram para serem feitos e nunca saem prontos de uma vez. Pare de se esquivar e assuma sua necessidade: você só melhorará se praticar.

Imagem: flickr.com/photos/djking

livros são construídos, não concebidos

Não é igual parir uma criança. Está mais para preparar o ambiente para aquele sexo esperto. Tire da boca a frase "não sei como começar". COMECE! Se ao invés de sair escrevendo você sentir que teu enredo precisa de base (até para não haver bloqueio criativo no meio do processo), crie sinopses de cada capítulo, do começo ao fim do livro todo. Falarei desse método mais pra frente, pois é o que uso.

Lendo o que acontecerá em cada capítulo, seu único trabalho será sentar e descrever esses pedaços da história, novelizar. E não tenha medo de apagar, reescrever e deixar a história seguir por caminhos não planejados. É normal, acontece. Quando as personagens agem por si mesmas e tudo parece ganhar vida, significa que seu processo está orgânico e confortável. Acompanhe o ritmo.

Se eu não escrever, fico maluco. Tenho tantas histórias que invento sobre vidas que poderíamos viver que meu cérebro exije que elas sejam jogadas num livro. Se eu gerar desculpas, estarei condenando meu emocional. Por medo de errar, procrastino vez ou outra, mas foi quando me rebelei e isolei por 4 semanas que escrevi as 350 páginas d'Os Hereges de Santa Cruz (depois da 3ª revisão ficou com 120).

Quer dar certo na vida? Quer dar certo como escritor? FAÇA POR ONDE! Você nunca será reconhecido se ficar colocando pedras no próprio caminho, tá? E esse guia vai abordar desde os processos criativos que funcionaram pra mim até a publicação independente e seus resultados. Quero formar um compêndio maneiro para ser usado no futuro. Espero que goste!

Conheça e saiba como baixar!

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