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Resenha: Diana Vickers - Music to Make Boys Cry

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Chega de bandas de machos! Vamos falar da estrela indie pop/new wave, Diana Vickers. Com dois álbuns nas costas, Diana divide opiniões entre os amantes do indie desde que foi finalista do X-Factor, em 2008. O single "Once" da loira emplacou absurdamente e, desde então, Vickers não parou. Dessa vez, ela fez música pros meninos chorarem. Como assim?!

Corpo de matar, 22 anos, cabelos loiros: parece outras cantoras que a gente já conhece, mas essa é Diana Vickers, a princesinha indie que conquistou fãs seu primeiro álbum, Songs from the Tainted Cherry Tree (RCA, 2010) e retornou ao mercado com Music to Make the Boys Cry, em setembro de 2013. E já que tem tanta gente falando dela, será que vale a pena ouvir o novo disco?


A voz da inglesa soa tão sexy que qualquer marmanjo poderia ir às alturas com o tom oitentista. Agora, em outra gravadora menos popular (So Recordings), a qual Diana se afiliou por querer seguir uma linha menos comercial (a RCA queria torná-la uma nova Britney), Vickers apresenta um trabalho mais coeso, cheio de flertes e coquete. 





"Music to Make the Boys Cry" foi co-escrita pela própria. Diana contou que teve a ideia para a letra quando leu um artigo durante uma viagem de avião. Tem uma pegada eletrônica leve, passando para um tom mais descontraído. Essa é a palavra chave do álbum: descontração. "Se você chorar e dançar, não será coincidência", certo, senhora Vickers.





Ainda jovem e romântica (além de independente), Diana quer se divertir e faz isso em "Cinderella" ("For you I would lose both of my shoes!"). Para os românticos, essa música é um prato cheio. Faixa refrescante que sentimos falta com tanta música pop falando de bundas e sexo. O clipe parece um conto de fadas moderno da Disney. E, quem quiser, pode facilmente transformar Diana Vickers num guilty pleasure.


Se Cher Horowitz (personagem da Alicia Silverstone, em As Patricinhas de Beverly Hills, 1995) lançasse um álbum indie, seria esse. Confirmo esse pensamento em "Lightning Strike", faixa feminina e sensual. Diana fica meio Madonna em "Dead Heat", também escrita por ela. A letra pode soar piegas, mas é gostosinha e poética "It’s not a matter of life and death, but if I had to choose between love and breath / I’d sacrifice the sun, I wouldn’t have to think / Forever’s a hell of a long time without you".

Sabe aquele toque meio videogame? Diana tem! Ela traz na divertida "Boy in Paris". Aliás, duvido que ela não esteja inspirada pelos franceses quando gravou esse disco, veja por "Better in French" também. Duas faixas a la France. Ambas se complementam e têm pitadas que podem lembrar músicas da Kylie Minogue. Podem passar despercebidas tranquilamente.




Em "Mad at Me", Diana sim soa um pouco indie, mais poderosa. Com preocupação em ser kitsch, eis que o álbum acaba mudando em "Smoke" e "Mr Postman", quando parece que, de repente, o disco vai para os anos 60, tirando o clima arco-íris, amor e Disney com letras mais sérias e adultas. "Mr Postman" é uma das faixas que mais gostei. Cheia de ecos eletrônicos, a cereja do bolo vem no final com "Blame Game", que facilmente seria uma música cantada pelas Girls Aloud. Fecha o disco com doçura e jovialidade. 


NOTA FINAL: Diana Vickers não está nas grandes paradas e nem quer isso, o que soa legal para uma loirinha de voz rouca. Geralmente vemos esse tipo de cantora sedenta por um lugar ao sol. Mas Diana vem prometendo ser diferente. A princesinha indie pop tem, talvez, uma promessa de futuro mais maduro na música e não cair nas armadilhas do pop. Por enquanto a moça está dando seu recado.

Já acusada de plagio pelo Red Hot Chili Peppers, onde ela mesma admitiu que pegou influências (diga-me quem copias e direi quem és), é pra quem quiser ter um tempo das bandas agitadíssimas ou das cantoras cheias de raiva, sendo uma boa alternativa. Pra quem curte pop é bom, mas quem curte o bom e velho indie, pode desgostar da moçoila. Não subestimem o rostinho bonito, afinal é um álbum para fazer os meninos chorarem. E se você for um marmanjo durão cheio de marra e tiver que ouvir, corre o risco de se desesperar e cumprir o que Diana quer, com certeza!




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