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Como melhorar relacionamento com os pais, Parte 2: Passado

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Nenhuma família tem ficha limpa. Compostas de seres humanos que convivem há mais tempo do que a gente, histórias do passado acabam incompreendidas pra quem chega depois (geralmente filhos). Alguns desses erros se transformam em lições, enquanto outros se tornam mágoas. Algumas dessas mágoas podem ser perdoadas. Já outras, temos dificuldades colossais para apaziguar. Vamos falar disso?

Meu próprio pai nunca deixou de me amar. Aceita tudo que faço, mesmo que não concorde de início. Por esse motivo, eu deveria amá-lo de volta, correto? Mas sabendo o que ele fez com minha mãe, irmãs, e o que minha própria mãe aceitou, nasceu um nó na garganta. Nó que seria curado facilmente se ele tivesse mudado ou se, ao menos, se esforçasse para ser grato.


quando perdoar?

Quando você percebe que a pessoa tá disposta a mudar. Não mudar para agradar seu gosto, mas que está disposta a abandonar hábitos tóxicos e amadurecer. Um exemplo é o pai que odeia os cabelos coloridos da filha, a sexualidade do filho, ou que é ciumento em excesso. Cor de cabelo é uma escolha estética quase sempre, mas não deixa de ser expressão de quem ela é. Sexualidade é impossível de mudar e ciúmes, se doentios, são desnecessários.

Se o pai (no exemplo) entende que está passando dos limites e ofendendo por coisas que poderiam ser relevadas e decide se tornar alguém melhor nesses aspectos pelo bem de si e da família, por que criar barreiras para o perdão? É melhor do que ter um pai que nunca muda, cabeça dura, que acha que está certo. Perdão é conquistado com confiança de que nascerá algo novo daí.

Imagem: npr.org


quando não tem jeito?

Você, a essa altura do campeonato, já aprendeu que mudanças precisam partir de quem muda. Não dá pra mudar apenas porque os outros querem. Isso cria uma persona em cima da existente e, quando as coisas desandam, a persona antiga e cheia de buracos volta a dominar. Promessas também não são mudanças. Mudança é ouvir o outro, ouvir a si e entender que para a vida seguir melhor, é necessário fazer upgrades saudáveis — e íntegros.

Quando alguém repete as mesmas atitudes negativas, até mesmo com violência física, e depois de anos você entende que a pessoa tem orgulho ou está assentada numa personalidade estática, a solução é cair fora. Parar de esperar ou investir para que o outro se transforme contigo. O que vai precisar investir é em maneiras de ponderar as situações ruins geradas por essa personalidade.

Imagem: michiganradio.org


antídoto para o veneno do outro

Se é um membro da família que gera situações incômodas (conflito, reclama de coisas que você faz etc), a melhor maneira é colocar teu orgulho no chão e parar de fazer o que gera briga. Mesmo que você esteja certo, a outra pessoa é tão cega e se acha tão na razão que não vai querer ouvir. Talvez até pare pra pensar depois, mas de sangue quente a gente ignora tudo e todos. 

Por isso, se torne o mestre do jogo, manipule as situações para que a paz, mesmo que superficial, reine. É melhor do que ter oito brigas por dias. Assim, quando perceber que a mudança é impossível (porque acontece, infelizmente), a solução futura vai ser arranjar um emprego e correr atrás dos seus sonhos. Sair de casa e dominar a própria vida não é fácil, mas é melhor chorar por não ter dinheiro pra pagar a TV por assinatura do que chorar de ódio do que deveria ser sua família.


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