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O que é bareback? Sexo sem camisinha?!

bareback

Bareback, algo traduzido como "costas nuas", se aplica quando montam nas costas do cavalo sem sela, aquela proteção que não deixa cair. Levando para dentro do sexo, seria algo como "cavalgar sem sela". Deu pra imaginar o que significa? Bareback é o termo usado para definir sexo sem camisinha que os filmes pornôs mostram tão bem, mas que na realidade oferece riscos e gera polêmica.

Transar sem camisinha é um fetiche. Pouco tem a ver com "camisinha atrapalha" ou "quero sentir pele na pele". Parte mais do tesão visual além do tátil e, a certos pontos, do risco de fazer algo proibido (adrenalina). Desse ponto visual, pornôs possuem grande culpa na disseminação do bareback da mesma maneira que ajudou a construir o ideal de corpo masculino (pauzão), do exagero feminino para os homens (na cama e fora dela) e da dissociação do prazer como construção conjunta para a estimulação relâmpago e barulhenta. Ok, isso a gente sabe.


Imagem: flickr.com/photos/thart2009



Essa prática está inserida tanto no "meio" homo quanto hétero, que ainda é mais comum ao registrar cenas de sexo sem camisinha do que entre dois homens, pois casais heterossexuais pensam menos nas doenças que podem ser contraídas e mais no fator "engravida ou não engravida". Como a cultura gay ficou tachada como grande hospedeira do HIV, o cuidado sexual entre homens passou a ser mais preocupado e falsamente limitado a essa minoria.

Não é minha posição dizer se é certo ou errado, mas é fato que barebacking não é evitado apenas para esquivar do HIV. Bumbum é lugarzinho sujo, tem milhões de bactérias e, além de correr o risco de sujar o pipi, a falta de proteção o deixa vulnerável a outras doenças. Claro que quem está praticando sabe que isso pode acontecer, mas não é divertido, né? Uma coisa é tomar banho de chuva, outra coisa é se molhar com lama. E o trocadilho foi propositalmente infeliz.


Imagem: flickr.com/photos/frozi


mas ele é meu namorado, eu confio

Ok, quem sou eu pra dizer alguma coisa? A questão é que pessoas namoram por uma semana e já estão trocando anéis (outro trocadilho). Como confiar no histórico de exposição sexual/higiênica? O problema é acharmos que nunca vai acontecer com a gente, que consequências de atitudes impulsivas são que nem raios: você nem imagina a possibilidade durante o ato. Mas depois fica com culpa, medo e paranoia. 

Minha irmã passou 18 anos casada com um cara que já dava sinais de não ser tão legal. Quando ela quis o divórcio, ele virou outra pessoa: sádico, escroto e amedrontado. Com isso, percebemos que durante todos esses anos não sabíamos quem ele era. E só quem está dentro do relacionamento sabe como é o relacionamento. Se há vontade do casal praticar, que haja preparo para evitar surpresas. Afinal, também não é um bicho de sete cabeças. Só que cuidado é bom para a experiência ser incrível.


Imagem: flickr.com/photos/pagedooley


então você apóia sexo sem camisinha?!

Não, não apoio. Não o sexo casual. A verdade é que meus amigos e amigas transam sem camisinha vez ou outra. Se deixam levar pelo tesão do momento e nunca sabem dizer não. Por isso, já tive de aturar gente achando que tava grávida e com AIDS por torturantes semanas. É importante ter segurança na hora do sexo, emocional e física. E realizar fantasias faz parte da experimentação. Até porque, em casais de longa data com base de confiança afirmada, o ato sexual se torna ritualístico, mas não fica robótico.

Com isso, há cuidado de limpeza, regras de uso e a naturalidade da pele na pele. Então, se você ainda não tá com segurança para remover a camisinha (e espero que não o faça por muuuitos anos), use sexo oral ou masturbação mútua como escape. Tente novas posições. Mas não exponha mais da sua saúde (nem as dos outros) por dez segundos de orgasmo e gemidinhos safados. Não vale o risco.


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