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Resenha: We Are Scientists - TV en Français

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Desde os anos 2000, We Are Scientists vem fazendo barulho no cenário musical com álbuns como Safety, Fun and Learning (In That Order) (2002), With Love and Squalor (2005), Brain Thrust Mastery (2008) e Barbara (2010). Influenciados por David Bowie e Velvet Underground, acabam de trazer TV en Français com 10 faixas novinhas, o DDPP ouviu e vai te contar tudo!

Diretamente de Berkeley, California, vem a banda americana cheia de virtude e guitarra potente, a We Are Scientists, formada por Keith Murray no vocal e na guitarra, Andy Burrows na bateria e Chris Cain no baixo, nunca deixou de apresentar trabalho coeso e agitado. A prova disso são álbuns favoritos da crítica especializada como o próprio Brain Thrust Mastery e seus singles "After Hours","Chick Lit" e "Impatience", que apesar de nunca terem sido referências nas paradas musicais, caíram no gosto do cenário indie britânico e só então foram parar no gosto do país-berço dos caras.



"Go on, do what you do best..." é a mensagem de abertura do álbum TV en Français na música "What You Do Best", aquele rock leve que parece um single do R.E.M. vindo dos anos 90. A letra tem mensagem positiva então eu diria que abre o trabalho com otimismo, dando espaço para a agitada "Dumb Luck", que está no EP Business Casual da WAS. Quando ouvi a primeira vez não empolgou muito, mas agora no CD, se prestar atenção na composição, na maneira que a guitarra é usada, acaba entrando na vibe e, na segunda vez, corre o risco de colocar no repeat. O clipe é empolgante e bem indie.

"Make it Easy" é single e é outra com letra otimista e agitada, acompanhada pelo ótimo baixo. Tem algo de jovem nessa letra que a torna agradável ("I’d like to know what it’s like to finally get what I want.
But if it’s not worth doin’ it right, let’s not do it at all...").


Uma das minhas favoritas, "Sprinkles", tem vibe de dia ensolarado, agradável em qualquer playlist. Outra que me apetece é "Courage", o inicio acústico é encantador e envolve mais quando a guitarra dá as caras. E a letra? Facilmente identificada com a realidade de qualquer um ("I measure my words when I’m speaking / I tell you that everything’s fine / I’ve been waiting for you to arrive / Where is your courage?). O choro de "Overreacting" é pegajoso, o que não é ruim nem coloca a qualidade do álbum à prova. Os backing vocals acompanhando durante a faixa são empolgantes e dão certa agitação. Nos 2 minutos, a música ganha cor e vibração.



"Return the Favor" é outro single atemporal e pop rock. É outra faixa em que a guitarra só da as caras após um longo período acústico. Os caras mudam o ritmo do disco quando chegam em "Slow Down" que, ao contrario do título, acelera. A impressão é de que a letra é o que menos importa porque fica em segundo plano com a guitarra e o baixo tomando frente.

A diversão leve e animada retorna em "Don't Blow it", faixa que particularmente gostei de ouvir. É toda atemporal. O choro é fantástico, pegajoso, e leva ao encerramento do trabalho com "Take an Arrow", que volta a apostar no potente encontro guitarra + baixo + vocais. A letra só dinamiza essa trindade confiante do WAS. O problema é que deixa o gostinho de "quero mais", mas cumpre sua função: marcar o disco.


NOTA FINAL: Confiança e agito são as palavras que mais definem TV en Français. Quem acompanha o We Are Scientists sabe que eles adoram reinventar com certeza, mas sempre apostam na tríade Guitarra + Baixo + Vocal, por mais que as letras pareçam piegas e pouco inovadoras. Entretanto, nesse álbum, as músicas mais lentas roubaram um pouco a cena e o acústico dos caras mostrou que um quarto elemento na composição só pode ser usado a favor. TV en Français merece atenção, não pelo quesito de ser do WAS, mas por realmente apresentar músicas que foram cuidadosamente trabalhadas. É uma pena a banda não estar entre as maiores das paradas, mas pra quem curte música boa (e adora fugir do mainstream) é MUITO válido conferir esse som.



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