Carregando...



Como melhorar relacionamento com os pais, Parte 3: Mudança

melhorar+relacionamento+familia_3

A gente já entendeu que falta de comunicação é o maior problema para quaisquer relacionamentos, principalmente com os pais. Também já falamos que, em alguns casos, não dá pra melhorar nada. Quando a mudança é possível, alguém tem que dar o primeiro passo, nem que seja para tentar. Na terceira parte desse guia, falaremos disso: mudança de abordagem.


Se você e seus pais mais brigam do que são amigos, se preferem passar mais tempo fora do que juntos, talvez esteja mesmo na hora de mudar. Esse guia tem como objetivo fazer refletir sobre seu comportamento e, se seus pais tiverem a cabeça aberta, fazê-los mudarem junto. Quer que sejam mais compreensíveis? Seja compreensível. Menos julgadores? Então julgue menos. Seja o exemplo do que você exige dos outros.



aprenda a ouvir

Não adianta brigar o tempo todo. Sei que é difícil segurar quando estamos com raiva — e pais tendem a abusar do poder hierárquico para apoiarem decisões injustas contra a gente, mas não vai ser no grito que você ou eles vão ganhar essa briga. Uma das maiores reclamações de jovens até os 25 anos é a falta de liberdade que os pais dão. Querem ser tratados como adultos, mas não conseguem ganhar respeito.

Aí você analisa o comportamento desse jovem e percebe que aos 25 anos ele ainda deixa a cama desarrumada, não limpa um pó da casa e chega trêbado todo final de semana. Como uma pessoa assim quer ganhar respeito como adulto? Por isso, escute reclamações dos seus pais e ouça, imparcialmente, o que é válido mudar na sua rotina e o que não faz sentido nenhum. Talvez você esteja errando pra caramba e parte dessas brigas seja porque você não tá aberto a nenhuma crítica. E o mesmo vale para os pais.

Imagem: flickr.com/photos/devinblaskovich

mostre-se merecedor

Quer ser tratado como adulto? Haja como tal. O que é agir como adulto? É aceitar responsabilidades. Adultos fazem merdas, mas as limpam sozinhos. Adultos não pedem dinheiro pra fazer a tatuagem que os pais desaprovam. Adultos arranjam um emprego e pagam pelas próprias tatuagens. Adultos não pedem permissão para sair aos finais de semana porque limpam a própria bunda, arrumam a cama quando acordam e mantém a casa/quarto impecável (se você mora sozinho, dispense o que eu disse). Como você, um mané que não faz nada, ainda se sente no direito de reclamar por te tratarem exatamente pelo que é?


mas eu sou responsável!

Alguns pais são tradicionalistas ou ignorantes demais. Por mais que os filhos façam tudo certinho, sejam maduros e responsáveis, alguns velhotes (quase sempre presos a conceitos religiosos fora de validade e arquétipos sociais inválidos) não dão o braço a torcer. Não admitem que estão errados e, pior, não aceitam nenhum tipo de crítica. Em casos onde pais são como pedras, imóveis e imutáveis, a melhor opção é tentar uma conversa. Explique seu lado sem discussão. Faça listas com suas responsabilidades e o que você gostaria de receber com isso. A palavra-chave é paciência.

Imagem: visualmunch.wordpress.com

para os pais mais abertos

Faça uma lista com tudo que incomoda sobre o comportamento deles. Se você é pai e tá lendo isso, faça o mesmo, mas com tudo que incomoda no comportamento do seu filhote. Num dia da semana mais relaxado, preferencialmente à tardinha, frite batatas e chame a família pra mesa. Diga que essa lista não é uma ofensa, mas que você tem se sentido desconfortável com algumas atitudes e as anotou para que juntos vocês possam mudar.

Incentive seu pai/filho a fazer o mesmo. Sem jogar na cara, sem furar ninguém com a faca. Uma discussão clara, onde você vai aprender a criticar e ser criticado para o bem maior: paz em casa. Conversa é sempre a opção mais incrível para cessar com porradarias. Nunca será de um dia para o outro. É necessário que os dois lados queiram se ajudar, que a maioria dos moradores queira viver num ambiente neutro (no mínimo). Engula o orgulho, peça desculpas, tente mudar.


e se não der certo?

Se seus pais não estiverem abertos às mudanças, arranje um emprego, alugue uma quitinete e saia de casa. Simples e direto. Vale a pena se acomodar com brigas e injustiças porque você tem teto e comida na mesa? Acho que não. Planeje e desapareça. Nesse caso, o incomodado que se mude.

E se você for pai e seu filho estiver fora do controle, agindo feito um babaca inconsequente sem abertura para conversas, tente terapia em família e busque ajuda profissional. Se não der certo, pé na bunda dele! Por quê? Porque pais sempre se sentirão responsáveis por suas crias, mas chega um instante no desenvolvimento humano onde, por mais que você diga para ele não colocar o dedo na tomada, ele vai colocar. E como se não fosse suficiente, ainda vai querer dar choque no resto da família. 

Ninguém merece viver num inferno. E paciência precisa ter limite.


leitura adicional

- Minha família não gosta de mim
- Empatia

___________

PARTE 1 | PARTE 2 | PARTE 3


FacebookYoutubeTwitterConheça o autor

Comente com o Facebook:

Últimos Artigos