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Conheci no Grindr: Goxtoso

grindr+relato
O cara que me traumatizou.
Continuando os relatos sobre caras que conheci e situações que vivi utilizando aplicativos de relacionamento, hoje apresento o primeiro homem com qual fiquei pelado: militar que apelidei de "Goxtoso". Não pela aparência, mas por ele narrar toda emoção que sentia na hora "H" — que me traumatizou quanto ao uso da palavra "gostoso" durante esfrega-esfrega. Vem ler!

relato+app+pegacao

SÓ LEIA SE TIVER 18+ ANOS (OU JUÍZO), OK?
(se você for da minha família, vai ser mais traumático pra você do que pra mim)

Como já disse aqui e aqui, nunca fui chegado à penetração (com homem ou mulher). Nunca foi sobre ser ativo ou passivo, mas sobre o inevitável fato de eu brochar quando a interação se tornava óbvia. Porém, como todo adolescente excitado — e confuso —, acreditei que meus problemas emocionais seriam resolvidos com uma boa transa convencional.

Errei feião.


Primeiro porque marquei com um cara que morava a três horas de mim. Segundo porque, depois de três horas no ônibus, fiquei com fome, de mau-humor, nervoso, e me achando fedorento de suor — sabe quando você quer chegar tão perfeito e limpo que contrataria vassalos pra te empurrarem numa cadeira de rodas, só pra não fazer esforço e suar? Terceiro porque o cara não era meu tipo: forte demais, papo zero, rosto de criança. Mas tudo bem, vamos tirar a roupa logo?

Não. O cara enrolou o mundo pra gente começar o que eu nem fazia ideia de dar início. Passando Video Show, estávamos sentados no sofá da mãe dele e eu não me aguentava de fome. Não ofereceu um biscoito, água, ou perguntou meu nome (eu disse que era Pedro pelo celular e percebi que ele tinha esquecido, por isso não falou nada) e me obrigou a pegá-lo pela nuca para empurrá-lo contra o estofado e matar o silêncio.


O inferno começou quando mordi o lábio dele: "Hmm, que gostoso", ele gemeu e eu ergui uma sobrancelha. Foi a frase mais assustadoramente tarada e feia de ouvir da boca de alguém. Sabe aquela entonação "tiozinho" satirizado em programas de TV? Era ele! Mas ok, Enrique, respira e vai fundo. Tão fundo que tiramos a roupa e, uau, foi legal! Ficar nu na frente de outra pessoa é legal pra caralho!

Porém, ele quis pegar meu popô, quis me oferecer o pipi, e eu não sabia bem o que fazer. Piru é uma coisa tão feia que meu estômago embrulhou! Sabia o que aconteceria depois e, rapaz, a ideia de ser penetrado não me agradou. Ele percebeu: "quer trocar?".

Como assim trocar? Você me dá o pinto e o bumbum que eu te dou o bumbum e o pinto? Ok, vamos tentar. Não. A mesma coisa: por mais que filmes pornôs mostrem o que devemos fazer, quando você não tem vontade, fica flutuando. E o André Marques não parava de falar na TV. Fui honesto: "sou-virgem-vim-transar-contigo-mas-não-consigo-desculpa-vai-me-expulsar?". O cara não largou o osso.

Puta merda.


Enquanto a gente se pegava, ele repetia "goxtoso, goxtoso, ai que goxtoso, meu deus, meu deus, vou gozar, vou gozar" e ele só tava, tipo, se esfregando na minha perna que nem cachorro — tão compenetrado na falta de penetração que não me via: de olhos fechados, o militar estava transando com a minha coxa. Senti nojo de mim, senti nojo dele e fiquei offline da situação.

Ele gozou num canto depois de se masturbar (porque eu era entediante demais), joguei os cacos da minha dignidade na mochila e fui pro ponto pegar ônibus de volta pra casa. Durante as três horas de viagem, "goxtoso, goxtoso, goxtoso" induzia vômito no meu cérebro, enquanto eu aprendia que ao usar os outros como objetos, nós nos tornamos objetos também.

GOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtosoGOXTOSOgoxtoso!

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