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Arcano II, A Grã-Sacerdotisa - Como ler tarot

Arcano II Papisa
Como interpretar o Arcano 2?

A Grã-sacerdotisa (também chamada Papisa) é um dos arcanos mais difíceis de se qualificar — pelo menos com palavras. Como o nome da carta sugere, o segundo arcano está voltado para um lado menos racional, o que significa que sua total compreensão só virá a nível inconsciente.

Um jogo de tarot nunca é igual ao outro, e mesmo dotadas de um simbolismo básico, cada carta se comunica de uma maneira cada vez que é virada. A Sacerdotisa não poderia exemplificar isso melhor, pois é uma das cartas que permite uma série muito mais ampla de interpretações, pois fala diretamente. Ela é a Voz Interior, manifestação do inconsciente em nosso cotidiano.

Ela é a base onde surge o poder manejado pel'O Mago, e a chave para descobrir alguns dos mistérios da Sacerdotisa é entender este tipo de equilíbrio – ela é o potencial ilimitado que permite a'O Mago transformar e criar. Potencial e criação, masculino e feminino. Os opostos aqui não são integrados. Eles são mantidos separados pela Sacerdotisa, pois ela entende a importância do equilíbrio em detrimento da unidade.

Símbolos do inconsciente são encontrados em quase todas as representações da Grã-Sacerdotisa. No Tarot Universal de Waite eles são especialmente notáveis. Temos uma imagem lunar no pé esquerdo da Papisa, os pilares gêmeos e o véu estendido entre ambos os pilares. Ela está entre nós e este véu assim como está entre os opostos dos pilares, agindo assim como uma moderadora. Atrás do véu encontra-se os poderes do inconsciente que não podemos entender, mas podemos aprender a controlar por intermédio d’Ela.

No Tarot de Marselha, a Papisa carrega um livro (no de Waite é um pergaminho) como fonte de sabedoria. O olhar e a direção do mesmo devem ser observados, bem como a predominância do azul (o que expressa passividade, introspecção e ponderação). Finalmente temos a cor vermelha losangular (vagina) como atividade escondida.

Diferente d’O Mago, os poderes d’A Sacerdotisa se focam nas mudanças em um nível inferior: para mudar não o mundo externo, mas a nós mesmos. Estas transformações podem não parecer tão espetaculares quanto as d’O Mago, porém, quase sempre são mais poderosas.


PERSÉFONE

Nestas postagens venho comparando os tarots de Waite e Marselha para que você note os símbolos em ambas as cartas (os semelhantes e os diferentes); depois comparo ambos com o Tarot Mitológico para que fique claro. Não os símbolos, mas os arquétipos de cada carta, os aspectos psicológicos dos Arcanos Maiores comparados aos seres e divindades da mitologia grega.

Arcano II, A Grã-Sacerdotisa - Como ler tarot

No caso, a Imperatriz é representada pela deusa Perséfone, rainha das trevas, filha de Deméter, guardiã dos segredos dos mortos. No mito, Hades raptou-a enquanto colhia flores. Assim que a levou até seu reino, fez com que ela comesse a romã. A partir de então, Perséfone estaria ligada a ele para sempre.

O que pouca gente sabe é que antes do episódio, a deusa chamava-se Core. Seu rito mostra como ela abraçou a mudança na adversidade, e mesmo voltando ao submundo três meses ao ano, ela escolheu um novo nome e aceitou seu posto como rainha do submundo. Aconselho fortemente que leiam o mito de Perséfone.

Na carta, uma jovem esbelta, etérea e de pele alva, usa um vestido branco, longo e simples. Ela tem uma coroa de ouro adornando a cabeça. Na mão direita segura uma romã — fruta dos mortos, bem como do amor conjugal. Assim, o mundo de Perséfone é fértil e de um potencial criativo ilimitado. Na mão esquerda, um ramo de narcisos brancos que se espalham pelo chão — justamente as flores que Perséfone colhia quando foi sequestrada.

São associadas à morte por causa do tom branco fantasmagórico, como pela época em que brotam: no inverno. A jovem se posta no primeiro degrau de uma escada sombria, ladeada por duas colunas. A da esquerda, cinzenta. A da direita, branca — representando a dualidade contida no Mundo das Trevas. Tanto o potencial criativo como o impulso destrutivo. No topo da escada atrás de si, vê-se uma paisagem verdejante.

Esta carta mostra que debaixo do mundo cotidiano há um reino profundo, escuro e denso — cheio de riquezas ocultas e mistérios a serem explorados. Neste mundo, não podemos penetrar sem o consentimento de seus governantes. Ele contém nossos potenciais a serem desenvolvidos, as facetas sombrias e mais primitivas de nossa personalidade. Perséfone representa aquela parte de nós que conhece os segredos do mundo interior.

***

Interpretação: Mistérios do inconsciente. Hora de ouvir sua Voz Interior — a intuição à nos enviar uma mensagem. As respostas chegarão. “Tudo o que você necessita saber já existe no seu interior”. Dualidade. Aceitação dos aspectos sombrios da própria personalidade. Às vezes os objetivos são alcançados melhor através da inatividade. Futuro desconhecido. Influências ocultas.

Invertida: Engano. Conhecimento superficial. Indicação que de estamos ignorando os impulsos que chegam do nosso interior. Pode indicar que o consulente está buscando uma confirmação externa para tudo.

Hekator


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