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As Vantagens de Ser Invisível - Clube do Livro DDPP - Setembro de 2014

As Vantagens de Ser Invisível - Clube do Livro DDPP
Somos infinitos!
As Vantagens de Ser Invisível - Clube do Livro DDPP

No mês de setembro inauguramos o Clube do Livro DDPP lá no Clube dos Discípulos de Peter Pan, um grupo no Facebook que reuniu nossa tribo perdida. Até fiz vídeo sobre. A ideia do Clube do Livro é, originalmente, impulsionar a curiosidade sobre autores nacionais e independentes de qualidade, mas decidimos começar com best-sellers que tenham a ver com nossas dúvidas acerca da vida. O primeiro foi "As Vantagens de Ser Invisível", do Stephen Chbosky.

Tivemos o mês todo para ler o livro e, no final de setembro, abri um tópico para darmos nossas opiniões e sentimentos sobre a obra. Aqui estão alguns! Ah, cuidado com spoilers!

ENRIQUE - Gente, quando terminei AVDSI fiquei com o coração estourando. Tipo, quando vi o filme me senti "infinito", compreendendo que a vida não precisa ser tão complexa para amarmos nossos momentos (e que os problemas fazem parte do que valorizamos como "bom"). Só que a experiência de ler o livro consegue ser 800 mil vezes mais intensa, pois trata de todas as transformações de um garoto de 15 anos se tornando adolescente e HUMANO! Se descobrindo como indivíduo, não como um pedaço faltante de um mundo que insiste em nos jogar pra escanteio. Lendo o livro, me arrependi de todas as pessoas que ignorei durante o ensino fundamental por achar "indignas" de andarem comigo. Assistia muitas séries americanas e tudo que eu queria era amigos bonitos e interessantes, porque eu era um alien exatamente como as pessoas que dispensava, então queria fugir de quem eu era, na realidade. Assim, deixei passar — e magoei sem saber que estava magoando — diamantes preciosíssimos. Hoje alguns são meus amigos. Que bom que tive essa segunda oportunidade! Quando entrei no ensino médio, decidi me tornar a pessoa que sou hoje, porque meus pais sempre foram compreensivos e amáveis, me ensinando coisas boas e me mostrando erros que eu escolhi que não cometeria. Só que o livro mostra que mesmo se eles não fossem, não posso escolher exatamente COMO ser quem sou, mas posso escolher o que fazer com isso. O que vou construir ou desconstruir em mim e no mundo. Digo em caps lock: É O LIVRO DE "AUTOAJUDA" PERFEITO PARA TODOS OS GAROTOS E GAROTAS PERDIDOS! Ele ajuda a achar o próprio valor. O filme é ótimo, mas o livro possui diferenças gigantes e detalhes que transformam a leitura imensamente prazerosa numa jornada REAL de autoconhecimento. Chorei em algumas partes (a magia dos livros!) e admirei a bondade do Charlie. Porém, como Sam disse, não podemos colocar as pessoas SEMPRE na nossa frente. Temos que equilibrar as coisas. Um livro pra vida, qualquer idade.

FELIPE MORAIS - Ah, eu conheci o livro porque uma amiga tava lendo, e por ter a Emma na capa, fiquei com vontade de ler e já sabia da existência do filme, mas não tinha visto e ainda não vi. Enfim, perguntava a ela sempre como tava o livro (gosto de ouvir as pessoas falarem dos livros que estão lendo, dá uma curiosidade enorme em ler) e ela sempre me falava MIL maravilhas, que era total AMOR, o Charlie então, AMOR INFINITO! Óbvio que depois eu peguei emprestado e li, me apaixonei na primeira pagina, e foi incrível, me vi em muitos momentos do Charlie. Ele me ajudou em muitos aspectos de como enxergar as coisas ao meu redor, de ver as pessoas com outros olhos e a emanar amor, não importa quem seja. Lá para o finalzinho do livro achei que ele fosse morrer, a cada pagina lida eu ficava com o coração apertado esperando ler que ele tava morto e que as cartas eram lembranças dele. Super indico.

PEDRO AUGUSTO MARRAFA - Só uma coisa a dizer, NOTHING É MEU REI! Ok, voltando, acho que vou levar algumas pedradas pelo que vou dizer mas lá vai: o Charlie me cansava. A história é ótima, os personagens ótimos, mas o Charlie... Houve momentos que eu parei de ler (nas três vezes que li) por estar cansado dele. Entendo o que o autor tentou transmitir através das palavras e atitudes do Charlie, mas por uma questão de ponto de vista, admito, eu ficava incomodado com ele. Mesmo assim a história continua bem escrita e continuo indicando.

GUILHERME LIMA - Esse livro não é só uma história qualquer, é um guia, um adolescente totalmente perdido tentando se encontrar não só externamente mas internamente. É muito inspirador ter uma visão triste e inocente do mundo cruel da adolescência. O mistério que acerca a história é sutil, um daqueles livros que você lê uma, duas, três, quatro mil vezes e descobre em cada detalhe algo lindo e novo sobre a história e sobre si mesmo. Também consegui sentir os anos 90 em toda a minha leitura!

SÉRGIO MAURÍCIO - Li o livro há um ano, numa época em que eu tava passando por uma fase de renovação após o "choque de realidade dos 18 anos". Posso dizer que o Charlie é um dos personagens que mais me identifico por ele ser quieto, sensível e tal. Sempre tive dificuldade nessas questões de participar mais das coisas, mas melhorei bastante. É necessário tentar e se esforçar, mas muita gente não entende que certas pessoas têm suas limitações e não escolheram ser desse jeito. Alguns podem ter sérios problemas de interação social como síndrome de Asperger, por exemplo, e passaram a vida toda ouvindo "não seja tímido" e essas coisas. Por sorte, nunca me faltaram amigos. Tanto o filme quanto o livro me fazem voltar no tempo para o meu ensino médio, que foi a época mais mágica da minha vida: conheci gente incrível e amadureci pra caramba. E a trilha sonora? OMG, "Come on Eileen" é uma das músicas mais perfeitas ever e não tem como não dançar! Sempre que ouço me faz lembrar da época que li o livro e fico todo nostálgico.

VICTOR AGUIAR - Sou apaixonado pelo "As Vantagens de Ser Invisível". Alguém comentou que o filme e o livro são complementares e isso traduziu meus sentimentos na relação entre os dois. Quando eu vi o filme e li o livro, me identifiquei com o personagem principal, que prefere observar o mundo em volta e vai deixando a vida passar, perdendo a oportunidade de ser feliz. Ele nos mostra como é cômodo deixar os problemas nos isolarem da nossa própria vida e como é confortável apenas observar os outros, sem efetivamente participar, mas, ao mesmo tempo, mostra como essa postura é apenas um modo de nos sabotarmos. Ao nos isolarmos no mundo, cavamos um buraco de sentimentos negativos, que sob uma aparência de conforto e proteção, nos aprisionam. A história trata essencialmente sobre sermos protagonistas das nossas vidas, participar, dar a cara tapa, para termos pelo menos uma chance de termos aquele momento em que nos sentimos infinitos. Às vezes nos sentimos tão deslocados no mundo que parece certo nos fecharmos naquele mundinho perfeito que apenas olha o resto do universo pela janela. Contudo, se pararmos pra pensar, veremos que nos sentimos incompletos, até vazios certas vezes, sentimos falta de algo mais e a sensação de segurança que apenas observar nos traz não é capaz de preencher o buraco. Então é isso, a mensagem que eu tirei do livro foi buscar coragem para participar mais, arriscar mais, viver e quem sabe, com um pouquinho de sorte, me sentir infinito.


O LIVRO DE OUTUBRO SERÁ...

Will & Will - Clube do Livro DDPP

"Will & Will - Um Nome, Um Destino"! A parceria entre David Levithan e John Green foi o selecionado para lermos no décimo mês de 2014! Leia conosco no Clube dos Discípulos de Peter Pan porque no final do mês nos reuniremos pra conversar sobre a história! Até lá!

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