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Pra nunca sentir culpa ao comer hambúrguer

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Sobre vacas e aparência.
Discípulos de Peter Pan - DDPP - Pra nunca sentir culpa ao comer hambúrguer

Às vezes sou hipócrita. Às vezes quero ficar forte e sarado. E tem dias que quero emagrecer tanto que corto todos os pães da dieta. Quando entro numa armadilha dessas, busco entender por que estou agindo assim. Quero captar o porquê de eu querer me tornar um tipo de pessoa que busca atenção de gente que só repara numa coisa: o quanto estou bonito. Me pergunto se esse tipo de pessoa é mesmo o tipo de namorado que eu gostaria de ter, em vez de alguém que também não seja perfeito, mas que me amaria por quem sou, não por minha porcentagem de gordura ou olhos verdes.

Admito minha hipocrisia porque também sou humano. Qualquer pessoa que escreve sobre autoajuda ou bem-estar batalha contra as próprias dúvidas e adestra os próprios demônios. A nossa diferença é que questionamos cada novo e velho sentimento para nos entendermos. Dessa forma, tomamos propriedade de nossa singularidade, do que vem de nós e do que tentam impôr contra nossa real vontade. E também porque cada vez que chego perto de um hambúrguer — como nesse minuto em que escrevo — é uma batalha de monstro entre meu coração, meu estômago e minha consciência.

Ceder pra comida é o que acontece. Penso nisso tudo e percebo que a barra de chocolate, o sorvete, o cachorro-quente ou o brigadeiro de panela são amigos ingratos: vão entrar pela minha boca, me dar um prazer de dois minutos, e sairão pela minha bunda sem acrescentar nada à minha vida além desse momento único de orgasmo gastronômico. Por outro lado, um namorado que me aprecie apenas por minha aparência vai fazer menos: um orgasmo de quinze segundos, um relacionamento meia-boca montado em superficialidade e que vai virar merda do mesmo jeito.

Já falei nesse vídeo que existe diferença entre ser bonito e interessante. Me criticaram muito por eu tentar apontar que há diferença também entre ser bonito e bem cuidado. Estar bem cuidado não é estar magro ou sarado, muito menos ser branco, ter olhos azuis ou cabelos loiros. Uma pessoa bem cuidada é aquela que tem noção de quem é, que limpa o bumbum direitinho e não anda fedendo pela rua. Uma pessoa bem cuidada também é aquela que come o que quer, quando quer, sem se culpar ou cobrar demais por pequenos prazeres. Beleza, em si, é uma opinião. Muito injusta.

Nada disso é declaração de que você deve se alimentar mal e jamais ligar para a saúde. Na verdade, quanto mais cuidamos da saúde, mais refletimos — através da autoconfiança — um brilho que pode ser interpretado como upgrade na aparência. Quando comecei a malhar em casa através dos exercícios que postei aqui, me senti mais bonito. Não porque buscava emagrecer pelos outros, mas por me perceber mais atencioso comigo, com meu corpo e espírito. Tudo em exagero é ruim, como falei no vídeo sobre ressaca moral. Mas uma caixa de bombom não mata ninguém — a não ser que você tenha diabetes.

Isso vale para drogas ou qualquer comportamento radical. Temos que satisfazer nossas vontades, é nosso direito, mas essa vontade precisa ser nossa, não o que condicionaram para que a gente ache que quer. Cuide do seu espírito, da sua mente, saiba balancear dieta e atitudes. Mais importante é que essa brincadeira ajuda a desenvolver amor próprio. Quando acontecer, você vai ver como o mundo parecerá "mais fácil" de encarar. Vai perceber que a maneira com que te enxergam esteticamente vai importar menos do que a maneira com que você quer se expressar e ser compreendido. O amor próprio é a única cura para quaisquer males da alma.

Esse texto é pra você nunca mais sentir culpa depois de comer um hambúrguer.
A não ser que a culpa seja pela vaca que morreu pra você matar seu desejo.
Seja muito grato a ela — ou vire vegetariano ♥

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